O meu invento da máquina do tempo volta a demonstrar-se... novo post da minha autoria lá para trás (ou baixo).
Título "À Terceira é de vez..."
sexta-feira, junho 24, 2005
domingo, junho 19, 2005
I've walked on water, run through fire, can't seem to feel it anymore
Numa pequena vila do interior Alentejano morava Cátia Carina, nascida em 78 e deixou de ser menina aos 88 com o auxílio de um carneiro e uma espátula. Bom, grande fã de animais desde tenra idade, rapidamente ganhou interesse pela biologia e, mais tarde, optou pela medicina e especializou-se naquilo que realmente gostava, tornando-se na lancetadora de pústulas anais em idosos mais conhecida do país. O seu fascínio pouco espaço dava para a família, o seu marido José João e os dois filhos Josão e Catina (sim, se juntarmos 2 nomes em português parecem nomes da Grécia Antiga; estou a pensar escrever um romance sobre o fabuloso tocador de piano Rabo [Raquel e Bo...errr...Bolena, tal como a mulher do Henrique VIII ] ). Desculpem pelo triste à-parte.
Por outro lado, 3 anos antes de Cátia Carina nascer, uma nova aberração tinha brotado... Era Zé Joca, um jovem que, logo à nascença, foi possuído por um espírito de uma senhora de 70 anos que mora com 24 gatos num 3º andar em Queluz. Então, juntou-se à PSP. A sua vida era simples; acordava, trabalhava, fazia o seu ponto-cruz e macramé na hora de almoço, falava de Reality Shows e telenovelas da TVI com os outros polícias. Há algum tempo atrás, Zé Joca ia no seu carrinho com o seu colega de equipa Jaime, e recebem uma alarmante mensagem... durante alguns segundos, o usual barulho a que já se tinham habituado do transmissor da polícia tornou-se num grito de dor, num som de sofrimento: eles estavam encarregues de transmitir a notícia mais pesarosa que se pode dar a alguém. E é aqui que as duas vidas se cruzam; Zé Joca vai a casa de Cátia Carina. Jaime, em choque com a notícia, rasga as suas roupas e sai do carro da PSP ainda em movimento, indo aterrar a uma fábrica de enchidos onde, mais tarde, se tornará cozinheiro na cantina.
Zé Joca inicia a sua viagem interminável até casa de Cátia Carina. O coração na garganta, as mãos inchadas e a tremer, o suor a escorrer-lhe de diversos sítios, como por exemplo a testa (os outros locais iriam originar uma imagem demasiadamente inadequada à minha imaginação, não quero imaginar um polícia gordo sentado no seu carro com gotas a passearem entre os seus entrefolhos e os estofos de cabedal).
Chegou ao destino, uma casa simples, bem apresentável, com os inevitáveis desalojados a mijarem no tapete e a gritarem "És um penico!". Zé Joca caminhou lentamente, afastando os vagabundos do caminho. Os segundos pareciam minutos, os minutos horas, as horas segundos, uma semana duas décadas e meia com um intervalo para celebrar o Natal pelo meio.
Chegou a hora de um pequeno à-parte. Zé Joca, aos 16 anos, foi ao médico por ter ataques constantes de vómitos. Mas acabou por descobrir 2 coisas: os vómitos eram provenientes de uma alimentação incorrecta, e possuía uma rara doença. Uma doença com apenas três ou quatro casos pelo mundo inteiro. Divaguite crónica. As consequências são simples. O doente divaga em grande escala, de uma maneira ridícula e entediante (faz lembrar alguém?). Ele sabia que isso o iria perturbar quando fosse a casa de Cátia Carina transmitir-lhe a triste notícia. Continuando...
Zé Joca aproximou o seu dedo da campainha. Hesitou. Parou a olhar, a pensar se seria justo ser ele a comunicar um acontecimento daqueles . Mas era o seu dever. Ganhou coragem e pressionou o botão. Esperou uns segundos intermináveis, até que a porta abre bruscamente pelas mãos de Cátia Carina:
- MORRE SUA COBRA VENENOSA, ESPERO QUE ARDAS NO INFERNO E QUE UM CEGO TE TENTE CORTAR AS UNHAS COM UM PÉ DE CABRA!
- Boas tardes minha senhora - disse Zé Joca, assustado.
- Ah, penso imensa desculpa - retorquiu Cátia Carina, envergonhada - pensei que fosse a minha mãezinha.
- Não não. Eu sou o Agente Joca, da 13ª esquadra de Canaviais de Cima... - Joca faz uma pequena pausa, e sente a divaguite a entrar em acção. - que é uma bela terra, conhecida pelos seus Canaviais e pelo seu vinho, maravilhoso para acompanhar uma bela posta de pescada.
- Sim, mas o que o trouxe cá?
- Ah, vim de carro. Era para vir com o Jaime mas ele ficou pelo caminho. Bom moço aquele. O pai dele andou na tropa com o amigo do meu tio-avô da parte do meu meio-irmão. Somos quase parentes. O que me faz lembrar um história da minha infância, quando eu passei por um camião do lixo e disse... - Cátia interrompeu
- Senhor agente, não leve a mal, mas sou uma pessoa muito ocupada. Tenho que ir pôr a minha avó ao lume.
- Claro, eu compreendo. As avós são uma preciosidade. São as avós e a minha colecção de nódoas de mostarda, tenho um armário cheio de roupa marcada com mostarda. Os raios dos empresários da mostarda têm um trato com as lojas de roupa, fazem uma mostarda impossível de tirar da roupa. E eu que tinha uns soutiens tão agradáveis, mesmo à medida. No outro dia...
- Senhor Joca, por favor! Vá direito ao assunto!
- Tenho uma notícia grave para lhe dar. Quer-se dizer, não deve ser tão grave como quando um amigo meu acordou no outro dia de ressaca no meio do mato com as calças em baixo e 20 jovens a fumarem e um deles lhe disse "faz a conta à hora e multiplica por 20". Acho que...
Cátia Carina explodiu.
- Ó HOMEM, DESEMBUCHE!
- eu...eu...eu peço imensa desculpa por ter que ser eu a transmitir-lhe a notícia... - Zé Joca faz uma pausa, inspira e expira suavemente para controlar a divaguite, ganha coragem e diz à senhora - eu estou com gases.
Os céus tornaram-se cinzentos, as flores morreram... triste dia aquele. Zé Joca virou as costas para esconder uma lágrima, enquanto Cátia Carina tombou no chão, ajoelhando-se de braços abertos, a chorar de dor. Ao longe, um melro cantava uma melodia triste. Era o YMCA dos Village People...
- Fim
Por outro lado, 3 anos antes de Cátia Carina nascer, uma nova aberração tinha brotado... Era Zé Joca, um jovem que, logo à nascença, foi possuído por um espírito de uma senhora de 70 anos que mora com 24 gatos num 3º andar em Queluz. Então, juntou-se à PSP. A sua vida era simples; acordava, trabalhava, fazia o seu ponto-cruz e macramé na hora de almoço, falava de Reality Shows e telenovelas da TVI com os outros polícias. Há algum tempo atrás, Zé Joca ia no seu carrinho com o seu colega de equipa Jaime, e recebem uma alarmante mensagem... durante alguns segundos, o usual barulho a que já se tinham habituado do transmissor da polícia tornou-se num grito de dor, num som de sofrimento: eles estavam encarregues de transmitir a notícia mais pesarosa que se pode dar a alguém. E é aqui que as duas vidas se cruzam; Zé Joca vai a casa de Cátia Carina. Jaime, em choque com a notícia, rasga as suas roupas e sai do carro da PSP ainda em movimento, indo aterrar a uma fábrica de enchidos onde, mais tarde, se tornará cozinheiro na cantina.
Zé Joca inicia a sua viagem interminável até casa de Cátia Carina. O coração na garganta, as mãos inchadas e a tremer, o suor a escorrer-lhe de diversos sítios, como por exemplo a testa (os outros locais iriam originar uma imagem demasiadamente inadequada à minha imaginação, não quero imaginar um polícia gordo sentado no seu carro com gotas a passearem entre os seus entrefolhos e os estofos de cabedal).
Chegou ao destino, uma casa simples, bem apresentável, com os inevitáveis desalojados a mijarem no tapete e a gritarem "És um penico!". Zé Joca caminhou lentamente, afastando os vagabundos do caminho. Os segundos pareciam minutos, os minutos horas, as horas segundos, uma semana duas décadas e meia com um intervalo para celebrar o Natal pelo meio.
Chegou a hora de um pequeno à-parte. Zé Joca, aos 16 anos, foi ao médico por ter ataques constantes de vómitos. Mas acabou por descobrir 2 coisas: os vómitos eram provenientes de uma alimentação incorrecta, e possuía uma rara doença. Uma doença com apenas três ou quatro casos pelo mundo inteiro. Divaguite crónica. As consequências são simples. O doente divaga em grande escala, de uma maneira ridícula e entediante (faz lembrar alguém?). Ele sabia que isso o iria perturbar quando fosse a casa de Cátia Carina transmitir-lhe a triste notícia. Continuando...
Zé Joca aproximou o seu dedo da campainha. Hesitou. Parou a olhar, a pensar se seria justo ser ele a comunicar um acontecimento daqueles . Mas era o seu dever. Ganhou coragem e pressionou o botão. Esperou uns segundos intermináveis, até que a porta abre bruscamente pelas mãos de Cátia Carina:
- MORRE SUA COBRA VENENOSA, ESPERO QUE ARDAS NO INFERNO E QUE UM CEGO TE TENTE CORTAR AS UNHAS COM UM PÉ DE CABRA!
- Boas tardes minha senhora - disse Zé Joca, assustado.
- Ah, penso imensa desculpa - retorquiu Cátia Carina, envergonhada - pensei que fosse a minha mãezinha.
- Não não. Eu sou o Agente Joca, da 13ª esquadra de Canaviais de Cima... - Joca faz uma pequena pausa, e sente a divaguite a entrar em acção. - que é uma bela terra, conhecida pelos seus Canaviais e pelo seu vinho, maravilhoso para acompanhar uma bela posta de pescada.
- Sim, mas o que o trouxe cá?
- Ah, vim de carro. Era para vir com o Jaime mas ele ficou pelo caminho. Bom moço aquele. O pai dele andou na tropa com o amigo do meu tio-avô da parte do meu meio-irmão. Somos quase parentes. O que me faz lembrar um história da minha infância, quando eu passei por um camião do lixo e disse... - Cátia interrompeu
- Senhor agente, não leve a mal, mas sou uma pessoa muito ocupada. Tenho que ir pôr a minha avó ao lume.
- Claro, eu compreendo. As avós são uma preciosidade. São as avós e a minha colecção de nódoas de mostarda, tenho um armário cheio de roupa marcada com mostarda. Os raios dos empresários da mostarda têm um trato com as lojas de roupa, fazem uma mostarda impossível de tirar da roupa. E eu que tinha uns soutiens tão agradáveis, mesmo à medida. No outro dia...
- Senhor Joca, por favor! Vá direito ao assunto!
- Tenho uma notícia grave para lhe dar. Quer-se dizer, não deve ser tão grave como quando um amigo meu acordou no outro dia de ressaca no meio do mato com as calças em baixo e 20 jovens a fumarem e um deles lhe disse "faz a conta à hora e multiplica por 20". Acho que...
Cátia Carina explodiu.
- Ó HOMEM, DESEMBUCHE!
- eu...eu...eu peço imensa desculpa por ter que ser eu a transmitir-lhe a notícia... - Zé Joca faz uma pausa, inspira e expira suavemente para controlar a divaguite, ganha coragem e diz à senhora - eu estou com gases.
Os céus tornaram-se cinzentos, as flores morreram... triste dia aquele. Zé Joca virou as costas para esconder uma lágrima, enquanto Cátia Carina tombou no chão, ajoelhando-se de braços abertos, a chorar de dor. Ao longe, um melro cantava uma melodia triste. Era o YMCA dos Village People...
- Fim
sábado, junho 18, 2005
Odeio-vos mortais...
...sim... definitivamente odeio-vos...
Sim, é sábado... sim, são 10h da manhã... sim, deitei-me depois das 4h... sim, estou acordado!!!
Ok, tenho um casamento hoje, mas só teria de me levantar pelo meio dia por causa disso... mas nããããããããããããoooo!!!!!!! Pelo segundo fim de semana consecutivo, as almas caridosas que são os poderes vigentes decidem que é às 8h30, 9h da manhã de SÁBADO e DOMINGO que as obras BARULHENTAS devem ser feitas ou nas escadas do meu prédio, ou mesmo à minha janela... PORQUÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊ?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!
Esta gente sabe o que é um fim de semana? Acho que isto devia ser proibido por lei... ou no mínimo eu deveria ser autorizado a crivar de chumbo pesado os artistas que decidem e executam estas coisas, decapitá-los post mortum, mijar-lhes nos crânios ocos (nem precisava de esvaziar, obviamente não possuem massa cizenta suficiente para encher uma colher de café) e violar-lhes a mulheres e filhas... Ah! E claro, antes de tudo isto deveria também ser declarado único e exclusivo herdeiro dos mesmos...
Nota-se que estou de mau humor?
GRUNF!!!!!
Sim, é sábado... sim, são 10h da manhã... sim, deitei-me depois das 4h... sim, estou acordado!!!
Ok, tenho um casamento hoje, mas só teria de me levantar pelo meio dia por causa disso... mas nããããããããããããoooo!!!!!!! Pelo segundo fim de semana consecutivo, as almas caridosas que são os poderes vigentes decidem que é às 8h30, 9h da manhã de SÁBADO e DOMINGO que as obras BARULHENTAS devem ser feitas ou nas escadas do meu prédio, ou mesmo à minha janela... PORQUÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊ?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!
Esta gente sabe o que é um fim de semana? Acho que isto devia ser proibido por lei... ou no mínimo eu deveria ser autorizado a crivar de chumbo pesado os artistas que decidem e executam estas coisas, decapitá-los post mortum, mijar-lhes nos crânios ocos (nem precisava de esvaziar, obviamente não possuem massa cizenta suficiente para encher uma colher de café) e violar-lhes a mulheres e filhas... Ah! E claro, antes de tudo isto deveria também ser declarado único e exclusivo herdeiro dos mesmos...
Nota-se que estou de mau humor?
GRUNF!!!!!
sexta-feira, maio 20, 2005
À terceira é de vez...
Já dizia o outro:
"Uma vez é uma singularidade, duas vezes uma coincidência, três vezes é um facto científico." (na verdade ninguém dizia isto, acabei de inventar, e sim também acabei de me citar a mim próprio, obrigado! Sou uma divindade. Eu posso!!)
Ora segundo esta simples e útil (já para não falar de comprovada e testada, perguntem ao Aristóteles) regra, hoje reparei em mais uma verdade inabalável do cosmos.
Vou-vos contar uma história (mais uma vez) para elucidar e ilustrar o meu ponto. E reza assim:
Corria o ano de 1999 quando este invólucro de base carbónica que uso como contenção das minhas energias oníricas no vosso plano mortal (leia-se "corpo") atingiu um momento decisivo na sua/minha vida (e note-se que uso o termo vida apenas para definir este curto mas tão longo espaço de tempo em qeu vou estar limitado à vossa existência mortal devido a uma péssimo aposta com o Destino (ver posts anteriores)). Momento esse que vocês humanos chamam "entrei na faculdade, tenho agora qualquer coisa como 5 a 20 anos para não fazer nenhum". Como boa unidade de base carbónica que era, escolhi para minha ocupação dos tempos entre os tempos livres o belo e excelso curso de Biologia Marinha e Pescas na Universidade do Algarve, Campus de Gambelas. Por motivos que vou dispensar de explicar, 3 anos depois, estava a deixar o Algarve e a preparar-me para reiniciar o ciclo, onde acabei por ganhar admissão em Antropologia na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Ora nesse maravilhoso ano (creio que se tratava de 2002) tinha entrado no exato mesmo curso uma antiga colega de Biologia Marinha e Pescas (BMP, como os Bitmaps). Pensei, bom duas singularidades a ocorrer ao mesmo tempo... é uma coincidência. E eis que agora em 2005 deparo-me com uma terceira semi-ocorrência: como poderam observar se forem leitores habituais deste blog e seus comentários (e se não são não merecem respirar o ar que absorvem pelas vossas respectivas cavidades pulmonares) a nossa cara wenya, ela própria uma aluna de Antropologia desta instituição a que carinhosamente chamamos "fac", admite ter cogitado seriamente a possibilidade de ao invés de enveredar pelas ciências sociais, rumar aos Algarves para estudar peixinhos (nota pessoal: peixinhos a minha pila torta... se quissesse cursos de química orgânica e microbiologia sabia escolhê-los, muito obrigado).
Ou seja, temos aqui três casos documentados (isto é um documento?) que demonstram a estranha ligação entre BMP e Antropologia, entre o Peixe e o Homem, entre o Natural e o Social...
Pergunto-me qual será exatamente a natureza desta estranha ligação... será o cheiro em comum? (que os vossos sacos de carne francamente, mas já tiveram melhores dias em relação ao odorífero) Ou será que isto comprova aquela teoria que alghuns defendem que toda a vida terrestre (incluindo os humanos) descendem todos dos peixes? Deixo as considerações e ramificações ao leitor, agora tenho de ir fazer uma coisa... :P
"Uma vez é uma singularidade, duas vezes uma coincidência, três vezes é um facto científico." (na verdade ninguém dizia isto, acabei de inventar, e sim também acabei de me citar a mim próprio, obrigado! Sou uma divindade. Eu posso!!)
Ora segundo esta simples e útil (já para não falar de comprovada e testada, perguntem ao Aristóteles) regra, hoje reparei em mais uma verdade inabalável do cosmos.
Vou-vos contar uma história (mais uma vez) para elucidar e ilustrar o meu ponto. E reza assim:
Corria o ano de 1999 quando este invólucro de base carbónica que uso como contenção das minhas energias oníricas no vosso plano mortal (leia-se "corpo") atingiu um momento decisivo na sua/minha vida (e note-se que uso o termo vida apenas para definir este curto mas tão longo espaço de tempo em qeu vou estar limitado à vossa existência mortal devido a uma péssimo aposta com o Destino (ver posts anteriores)). Momento esse que vocês humanos chamam "entrei na faculdade, tenho agora qualquer coisa como 5 a 20 anos para não fazer nenhum". Como boa unidade de base carbónica que era, escolhi para minha ocupação dos tempos entre os tempos livres o belo e excelso curso de Biologia Marinha e Pescas na Universidade do Algarve, Campus de Gambelas. Por motivos que vou dispensar de explicar, 3 anos depois, estava a deixar o Algarve e a preparar-me para reiniciar o ciclo, onde acabei por ganhar admissão em Antropologia na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Ora nesse maravilhoso ano (creio que se tratava de 2002) tinha entrado no exato mesmo curso uma antiga colega de Biologia Marinha e Pescas (BMP, como os Bitmaps). Pensei, bom duas singularidades a ocorrer ao mesmo tempo... é uma coincidência. E eis que agora em 2005 deparo-me com uma terceira semi-ocorrência: como poderam observar se forem leitores habituais deste blog e seus comentários (e se não são não merecem respirar o ar que absorvem pelas vossas respectivas cavidades pulmonares) a nossa cara wenya, ela própria uma aluna de Antropologia desta instituição a que carinhosamente chamamos "fac", admite ter cogitado seriamente a possibilidade de ao invés de enveredar pelas ciências sociais, rumar aos Algarves para estudar peixinhos (nota pessoal: peixinhos a minha pila torta... se quissesse cursos de química orgânica e microbiologia sabia escolhê-los, muito obrigado).
Ou seja, temos aqui três casos documentados (isto é um documento?) que demonstram a estranha ligação entre BMP e Antropologia, entre o Peixe e o Homem, entre o Natural e o Social...
Pergunto-me qual será exatamente a natureza desta estranha ligação... será o cheiro em comum? (que os vossos sacos de carne francamente, mas já tiveram melhores dias em relação ao odorífero) Ou será que isto comprova aquela teoria que alghuns defendem que toda a vida terrestre (incluindo os humanos) descendem todos dos peixes? Deixo as considerações e ramificações ao leitor, agora tenho de ir fazer uma coisa... :P
Vénus de Tintin
Ao longo de longos anos (soa mal? Processem-me!) milhares de mensagens subliminares têm sido passadas das mais diversas formas às massas (http://www.religioustolerance.org/chr_cul5.htm), seja pelo cinema, música, pinturas, semáforos, etc. Hoje proponho-me a descodificar algumas das mensagens que encontro nas mais diversas músicas, bem como desmistificar algumas dúvidas comuns;
"Põe aqui a mão e sente o deserto" (Rui Veloso in Não me Mintas) - de facto, isto indica que o Rui Veloso é, efectivamente, desprovido de genitália
"Senhor, a teus pés me confesso, senhor, meu amor maltratei" (António Calvário in Oração) - a letra foi alterada para agradar ao júri da Eurovisão de 64. No original era "senhor, fustiga-me violentamente, senhor, eu tenho sido um mau menino"
"Uma toalha no chão, um caminho cansado, um traço de avião" (Pedro Abrunhosa in Momento) - no fundo, Pedro Abrunhosa quer-nos transmitir a seguinte mensagem: "sou um entediante nortenho com ar de parvo que pensa que sabe rimar e, embora tenha consciência que não o sei fazer, vocês continuam a comprar os meus álbuns"
"Nini dançava só para mim" (Paulo de Carvalho in Nini dos meus 15 anos) - paulo de carvalho relata a história de como perdeu a virgindade com a indiana Nirionikhale, abreviada para nini.
"sim eu sei, que tudo são recordações, sim eu sei, é triste viver de ilusões" (Vitor Espadinha in recordar é viver) - se tocarem estes dois versos ao contrário ouvirão uma voz cavernosa a dizer "minha puta se me voltas a dar com os pés mando-te uma tareia, risco-te o carro, descubro onde moras e vou-te cagar no tapete"
"Sobe, sobe, balão sobe, vai pedir aquela estrela que me deixe lá viver" (Manuela Bravo in Sobe Sobe Balão Sobe) - Manuela critica o sistema policial português devido a uma multa por embriaguez em que acusava 1.5
Agora, vamos ao Internacional:
"Stay on the scene like a sex machine" (James Brown in Sex Machine) - a Dildatex, uma companhia americana de fabricantes de brinquedos sexuais criou o primeiro motor fálico no mercado. James Brown foi dos primeiros a possui-la, e afirmou perante o público "Nunca me senti tão bem na minha vida desde que descobri que sou preto".
"Hello Goodbye" dos Beatles, se tirarmos o "O" de Hello e o "BYE" de goodbye, ficamos com HELL GOOD, uma manifestação do satanismo presente na banda
"Get up, stand up, stand up for your rights" (Bob Marley in Stand up for your Rights) - Bob Marley demonstra nesta música a sua falta de qualidade e fala no futuro, que é ele morrer com 30 espécies de parasitas na cabeça e a sua cara aparecer nas T-Shirts dos jovens como um símbolo de "fumo bué ganzas"
"Love me tender, love me sweet" (Elvis Presley in love me tender) - após umas boas décadas da sua morte, descobriu-se um diário de Elvis que falava do seu fetiche com tendões e articulações; a música chamar-se-ia Love My Tendon", mas como preferiu não dar nas vistas, optou por um título mais discreto
ABBA significa, realmente, Awful Band By Animals
Bem, por hoje é tudo. Boa entrada nos exames para todos (HAHAHAHAHAHA)
"Põe aqui a mão e sente o deserto" (Rui Veloso in Não me Mintas) - de facto, isto indica que o Rui Veloso é, efectivamente, desprovido de genitália
"Senhor, a teus pés me confesso, senhor, meu amor maltratei" (António Calvário in Oração) - a letra foi alterada para agradar ao júri da Eurovisão de 64. No original era "senhor, fustiga-me violentamente, senhor, eu tenho sido um mau menino"
"Uma toalha no chão, um caminho cansado, um traço de avião" (Pedro Abrunhosa in Momento) - no fundo, Pedro Abrunhosa quer-nos transmitir a seguinte mensagem: "sou um entediante nortenho com ar de parvo que pensa que sabe rimar e, embora tenha consciência que não o sei fazer, vocês continuam a comprar os meus álbuns"
"Nini dançava só para mim" (Paulo de Carvalho in Nini dos meus 15 anos) - paulo de carvalho relata a história de como perdeu a virgindade com a indiana Nirionikhale, abreviada para nini.
"sim eu sei, que tudo são recordações, sim eu sei, é triste viver de ilusões" (Vitor Espadinha in recordar é viver) - se tocarem estes dois versos ao contrário ouvirão uma voz cavernosa a dizer "minha puta se me voltas a dar com os pés mando-te uma tareia, risco-te o carro, descubro onde moras e vou-te cagar no tapete"
"Sobe, sobe, balão sobe, vai pedir aquela estrela que me deixe lá viver" (Manuela Bravo in Sobe Sobe Balão Sobe) - Manuela critica o sistema policial português devido a uma multa por embriaguez em que acusava 1.5
Agora, vamos ao Internacional:
"Stay on the scene like a sex machine" (James Brown in Sex Machine) - a Dildatex, uma companhia americana de fabricantes de brinquedos sexuais criou o primeiro motor fálico no mercado. James Brown foi dos primeiros a possui-la, e afirmou perante o público "Nunca me senti tão bem na minha vida desde que descobri que sou preto".
"Hello Goodbye" dos Beatles, se tirarmos o "O" de Hello e o "BYE" de goodbye, ficamos com HELL GOOD, uma manifestação do satanismo presente na banda
"Get up, stand up, stand up for your rights" (Bob Marley in Stand up for your Rights) - Bob Marley demonstra nesta música a sua falta de qualidade e fala no futuro, que é ele morrer com 30 espécies de parasitas na cabeça e a sua cara aparecer nas T-Shirts dos jovens como um símbolo de "fumo bué ganzas"
"Love me tender, love me sweet" (Elvis Presley in love me tender) - após umas boas décadas da sua morte, descobriu-se um diário de Elvis que falava do seu fetiche com tendões e articulações; a música chamar-se-ia Love My Tendon", mas como preferiu não dar nas vistas, optou por um título mais discreto
ABBA significa, realmente, Awful Band By Animals
Bem, por hoje é tudo. Boa entrada nos exames para todos (HAHAHAHAHAHA)
terça-feira, maio 17, 2005
Quando o Uer, é Uer.
O Mal é o Mal. Sempre foi o Mal. Sempre será o Mal. Mas contudo o Mal acha que o Bem faz Mal. Mal em fazer Bem, isto é. E o Mal acha que é Bem fazer o Mal. Eles seguem a sua lógica. Assim eu, sendo ilógico, estou para além do Bem e do Mal. Um louco, um demente, uma pessoa que padece do Sindrome de Down e outros. Pessoas dentro destas categorias não podem ser inseridas no Bem e no Mal categóricos, por não serem consideradas responsáveis de forma consciente e premeditada pelos seus actos, sejam eles pertubadores, destructivos ou, no ponto de vista comum, maléficos.
Tomem este exemplo que se segue: Toda a gente pensa numa moeda e diz: “Olha uma moeda. Tem duas faces. Cara e coroa. Dah!” Ao que eu respondo, após ponderar um pouco, de forma calma e constructiva: “UERUERUERAHHHNAHNAHNUERHAHAUERUERUERAHUEREHUER!”. Isto pode ser traduzido por: “Errado. A moeda tem 3 faces. Ninguém liga aquela face neutra lateral. Passa despercebida por todos. Ela não pode ser responsabilizada por cair Cara ou Coroa. Por escolher randomicamente e inconscientemente o Bem ou o Mal.”
A essa face irresponsável e irresponsabilizada dá-se o nome simples de “O Uer”.
“O Uer”, tal como o meu colega e colaborador Raw já o explicou num seu post anterior, “é Uer” – tomando como minhas, as suas palavras. O Uer está para além do Bem e do Mal. É o Uer que mantém o balanço e o equilíbrio na natureza e tudo o que nos rodeia. É o que faz tanto sair um 1 numa altura crítica e que pode significar a vida ou morte ou um 20 para um spot check a um gigante com o dedo grande do pé enfiado no nosso nariz. O Uer é parecido com o Zen, só que dá-lhe uma abada brutal na sueca e não usa cuecas de fio dental. O Uer é o Olimpo dos Deuses e o Osujo dos Tirouses. Isto é “Uer”.
Contudo há que ter em conta que há inimigos do Uer e da sua doutrina. A Maturidade é um grande inimigo do Uer. Contudo, esta pode ser ignorada facilmente e por completo, dado que é tão aborrecida. "Nevermind. Maturity makes one crappy foe."
Como seguidores do Uer, nós neste blog, espalhamos a palavra. Com prazuer fazemos o comum mortal vuer aquilo que de outra forma não consegueria vuer, embora não façamos milagres. Há que compreender que não se chega facilmente à iluminação Uermoniosa e Uerífica. O Uer tem de ser abraçado de livre vontade, expandindo e alargando os horizontes da sua mente e aceitando os seus ensinamentos. ...Ou então tomando uma quantia considerável de drogas relaxantes, ou um elevado consumo de alcóol. Isso também ajuda.
Um grande Uer haja!
E depois contem como foi.
Tomem este exemplo que se segue: Toda a gente pensa numa moeda e diz: “Olha uma moeda. Tem duas faces. Cara e coroa. Dah!” Ao que eu respondo, após ponderar um pouco, de forma calma e constructiva: “UERUERUERAHHHNAHNAHNUERHAHAUERUERUERAHUEREHUER!”. Isto pode ser traduzido por: “Errado. A moeda tem 3 faces. Ninguém liga aquela face neutra lateral. Passa despercebida por todos. Ela não pode ser responsabilizada por cair Cara ou Coroa. Por escolher randomicamente e inconscientemente o Bem ou o Mal.”
A essa face irresponsável e irresponsabilizada dá-se o nome simples de “O Uer”.
“O Uer”, tal como o meu colega e colaborador Raw já o explicou num seu post anterior, “é Uer” – tomando como minhas, as suas palavras. O Uer está para além do Bem e do Mal. É o Uer que mantém o balanço e o equilíbrio na natureza e tudo o que nos rodeia. É o que faz tanto sair um 1 numa altura crítica e que pode significar a vida ou morte ou um 20 para um spot check a um gigante com o dedo grande do pé enfiado no nosso nariz. O Uer é parecido com o Zen, só que dá-lhe uma abada brutal na sueca e não usa cuecas de fio dental. O Uer é o Olimpo dos Deuses e o Osujo dos Tirouses. Isto é “Uer”.
Contudo há que ter em conta que há inimigos do Uer e da sua doutrina. A Maturidade é um grande inimigo do Uer. Contudo, esta pode ser ignorada facilmente e por completo, dado que é tão aborrecida. "Nevermind. Maturity makes one crappy foe."
Como seguidores do Uer, nós neste blog, espalhamos a palavra. Com prazuer fazemos o comum mortal vuer aquilo que de outra forma não consegueria vuer, embora não façamos milagres. Há que compreender que não se chega facilmente à iluminação Uermoniosa e Uerífica. O Uer tem de ser abraçado de livre vontade, expandindo e alargando os horizontes da sua mente e aceitando os seus ensinamentos. ...Ou então tomando uma quantia considerável de drogas relaxantes, ou um elevado consumo de alcóol. Isso também ajuda.
Um grande Uer haja!
E depois contem como foi.
domingo, maio 15, 2005
A, E, I, O...errr...45%?
Primeiro que tudo, acho conveniente contar a história ao leitor para compreenderem o conteúdo do post. Bem, tudo começou há uns meses atrás; lá estava eu numa esplanada, como sempre, a dissolver a cafeína na nicotina quando, tal D. Sebastião a surgir das névoas, acompanhado por um triunfal relâmpago, que instilou energia por toda área, emanando um misto de poder e serenidade, surgiu uma figura masculina a perguntar, na sua gutural e potente voz "viste o Tomás por aí?" intimidado por tal frase, proveniente de um habitante do Olimpo, apenas consegui murmurar "não". E tal como apareceu, desvanesceu do meu olhar. Minutos depois apareceu-me um anjo a dizer "isto é quase a minha hora de almoço, vamos a despachar; tens um pedido a fazer, cuja magnitude terá impacto tanto no polo positivo como negativo." Acostumado a tais acontecimentos, disse "pá, curtia saber escrever bem, tipo, não dar erros e tal". O anjo respondeu "na boa. Vou bazá-la, fica bem". E assim foi. Desde então, possuo uma escrita deveras minuciosa e perfeita, domino o português escrito e falado e consigo apagar cigarros na língua. Mas, tal como o anjo avisou, há sempre o reverso da medalha. Não consigo escrever "perguiçoso" correctamente. Estou amaldiçoado para todo o sempre, a minha alma penada vagueará de plano em plano em busca da maneira correcta de escrever "perguiçoso". Até recentemente, tudo corria bem, até dois demónios, adoradores de Satã e habitantes das mais profundas Trevas, descobriram a minha fraqueza. Ambos eram Professores de Língua Portuguesa na vida anterior, e foram condenados à eterna podridão por gostarem de A Perfect Circle. Facilmente me desmascararam em público, aqui mesmo no blog. Esses demónios gramaticais agora perseguem-me, ouço-os a sussurrar "não consegues escrever perguiçoso correctamente".
Ora, isto iniciou uma luta contra o Mal, a infecta maldade de ambos os seres. Já os vi, decompostos, monossilábicos, a caminharem lentamente em minha direcção e a usarem as suas capacidades gramaticais para me atacarem. Estes dois seres mal-cheirosos, nefastos, fãs de APC têm que ser parados, antes que mais inocentes sofram a sua ira e tenham que ver os seus erros escarrapachados no blog. Agora, com a fé em nosso senhor jesus cristo, grande amigo meu com uma esquisita escolha sexual (burros e ovelhas, vá-se lá saber) e com o rendimento que a Maria tem no parque a dizer que é virgem, vou reunir forças para batalhar os demónios. Sei que vou vencer, e quando me deparar com os corpos moribundos no chão, vou vociferar bem alto, citando o mesmo que disse o meu amigo cristo quando dois leprosos bissexuais o convidaram para uma sessão de açoites e palmadas: "Vão-se foder"
Ora, isto iniciou uma luta contra o Mal, a infecta maldade de ambos os seres. Já os vi, decompostos, monossilábicos, a caminharem lentamente em minha direcção e a usarem as suas capacidades gramaticais para me atacarem. Estes dois seres mal-cheirosos, nefastos, fãs de APC têm que ser parados, antes que mais inocentes sofram a sua ira e tenham que ver os seus erros escarrapachados no blog. Agora, com a fé em nosso senhor jesus cristo, grande amigo meu com uma esquisita escolha sexual (burros e ovelhas, vá-se lá saber) e com o rendimento que a Maria tem no parque a dizer que é virgem, vou reunir forças para batalhar os demónios. Sei que vou vencer, e quando me deparar com os corpos moribundos no chão, vou vociferar bem alto, citando o mesmo que disse o meu amigo cristo quando dois leprosos bissexuais o convidaram para uma sessão de açoites e palmadas: "Vão-se foder"
quinta-feira, maio 12, 2005
GRUNF
Fiz um post... era mau, mas era meu... era sobre o Rato Cantante e a queima de fitas... mas veio o Explorer, tinha fome e comeu-o... perdeu-se na imensidão do estômago desta besta, o lugar a que chamam Internet e a Humanidade com isso perde (na verdade até deve ficar melhor, mas isso é discutível).
Não tenho pachorra de o refazer... não seria o mesmo, e o momento passou...
Não tenho pachorra de fazer outro... vocês não merecem o esforço...
Comam caracóis até os tímpanos vos rebentarem com os gritos de milhões das pobres criaturas devoradas, a ver se me importo... eu vou jogar Strip-Xadrêz comigo mesmo até vir um Ovni e me levar para um melhor plano de existência...
Não tenho pachorra de o refazer... não seria o mesmo, e o momento passou...
Não tenho pachorra de fazer outro... vocês não merecem o esforço...
Comam caracóis até os tímpanos vos rebentarem com os gritos de milhões das pobres criaturas devoradas, a ver se me importo... eu vou jogar Strip-Xadrêz comigo mesmo até vir um Ovni e me levar para um melhor plano de existência...
terça-feira, maio 10, 2005
Divagações no blog seguidas por um alto e sonoro "Por Amor de Adeus"
- eu quero um bife daquela vaca, se faz favor.
- mas... não é uma vaca. É a minha mãe!
- mas quero à mesma.
- NÃO! MÃEZINHA!
Bem, com a chegada da época de frequências, o meu cérebro recusa-se a acompanhar. Sim, tenho consciência que tenho que estudar, mas o meu cérebro não me deixa. Eu não sou perguiçoso, o meu cérebro é que é. No outro dia perguntei-lhe "siga jogar ao peixinho" e o gajo responde "eish, népia, estou tão bem aqui no sofá".
Eu não me considero perguiçoso, culpo antes as partes do meu corpo que o são. Principalmente o cérebro. Já tentei convencê-lo "ah, já fazias exercício e produzias coisas inteligentes". Ao que surgiu na minha mente a frase "as pessoas estúpidas cansam-se menos". Infelizmente, fez todo o sentido. As pessoas inteligentes têm que se esforçar para manter a imagem de inteligentes, um estúpido basta ser um humano básico. Depois há os espertos que são aqueles que sabem escolher melancias maduras e os cromos, normalmente encontrados no Técnico (durante o dia). Há ainda os parvos, secos e de mau gosto, os atrasados, encontrados em carrinhas especiais e claro, os meus favoritos; os intelectuais, pequenos seres peludos que cheiram mal, não comem animais ( ou seja, contra o canibalismo) e membros do BE ou da JCP.
Sim, o meu cérebro é tendencioso. Ele tem planos para assassinar toda a gente e transmite-os através de mim. Só que é demasiado perguiçoso para sequer tentar que eu não seja perguiçoso ao ponto de não o ser tanto quanto ele é, mas isso faria com que a minha perguiça deixasse de existir no momento em que ele deixasse de ser perguiçoso, mas ele é muito perguiçoso, logo duvido que ele chegue ao ponto de o deixar de ser, para consequentemente eu também não o ser e, claro, conquistar o planeta. Isto foi uma manifestação do meu cérebro a demonstrar o seu descontentamento com as minhas palavras... mas já está tudo bem, tanto que já me deixa escrever palavras de 8 sílabas (indivisibilidade).
- mas... não é uma vaca. É a minha mãe!
- mas quero à mesma.
- NÃO! MÃEZINHA!
Bem, com a chegada da época de frequências, o meu cérebro recusa-se a acompanhar. Sim, tenho consciência que tenho que estudar, mas o meu cérebro não me deixa. Eu não sou perguiçoso, o meu cérebro é que é. No outro dia perguntei-lhe "siga jogar ao peixinho" e o gajo responde "eish, népia, estou tão bem aqui no sofá".
Eu não me considero perguiçoso, culpo antes as partes do meu corpo que o são. Principalmente o cérebro. Já tentei convencê-lo "ah, já fazias exercício e produzias coisas inteligentes". Ao que surgiu na minha mente a frase "as pessoas estúpidas cansam-se menos". Infelizmente, fez todo o sentido. As pessoas inteligentes têm que se esforçar para manter a imagem de inteligentes, um estúpido basta ser um humano básico. Depois há os espertos que são aqueles que sabem escolher melancias maduras e os cromos, normalmente encontrados no Técnico (durante o dia). Há ainda os parvos, secos e de mau gosto, os atrasados, encontrados em carrinhas especiais e claro, os meus favoritos; os intelectuais, pequenos seres peludos que cheiram mal, não comem animais ( ou seja, contra o canibalismo) e membros do BE ou da JCP.
Sim, o meu cérebro é tendencioso. Ele tem planos para assassinar toda a gente e transmite-os através de mim. Só que é demasiado perguiçoso para sequer tentar que eu não seja perguiçoso ao ponto de não o ser tanto quanto ele é, mas isso faria com que a minha perguiça deixasse de existir no momento em que ele deixasse de ser perguiçoso, mas ele é muito perguiçoso, logo duvido que ele chegue ao ponto de o deixar de ser, para consequentemente eu também não o ser e, claro, conquistar o planeta. Isto foi uma manifestação do meu cérebro a demonstrar o seu descontentamento com as minhas palavras... mas já está tudo bem, tanto que já me deixa escrever palavras de 8 sílabas (indivisibilidade).
domingo, abril 17, 2005
No dia seguinte...
Esta noite tive um sonho.
Era um dia soalheiro. Passeava num jardim que adiante se transformava numa floresta. Curioso, fui à floresta. Estava tão bem arranjada como o jardim, exceptuando pelas folhas que cobriam o chão. No centro da floresta, estava plantada uma árvore. Parecia ser tão velha que juraria que poderia ter sido a primeira árvore a fazer parte dessa mesma floresta. Era dobrada e retorcida. Tinha troncos grossos e finos que se retorciam à sua volta. Parecia uma velha corda. Ao contrário das outras árvores, que estavam todas perfeitamente erguidas em direcção aos céus, esta velha árvore dobrava e criava uma grande sombra, como um velho corcunda sentado num banco de jardim, silenciosamente descansando as suas pernas desgastadas pela idade. A sua folhagem, contudo, permanecia rica e verdejante, parecendo querer ocultar a sua idade, que devia ter montes de histórias para contar. Até os troncos que se sobrepunham e se enliavam uns nos outros pareciam formar uma face no tronco principal, parecia viva, no sentido humano e antropomórfico, como se respirasse e transpirasse pelas rachas na sua madeira clara. De repente, veio-me à cabeça. "Esta árvore é uma ______ ______!" Honestamente, no sonho sabia o nome dela, eram dois nomes em inglês - não era "Weeping Willow" porque a folhagem não pendia - aquando escrevo estas frases, não me consigo recordar do seu nome. Seguidamente, veio-me outro pormenor à mente. "Esta ávore só cresce na Austrália!" exclamei, e continuei "Por isso é aí que devo estar neste meu sonho!". Ainda me pergunto como é que eu sabia isto tudo. Nunca vi na televisão programas sobre árvores, a não ser o famoso sketch sobre as várias formas de pronunciar "Larch" no Flying Circus dos Monty Python, nem nunca li livros sobre árvores. Estranhamente, sinto uma vontade terrivel de ler mais sobre elas... E se tal árvore existe mesmo, ou não...
Isto dá uma reviravolta no meu mundo. Pensava que "nature calls" era uma expressão britânica para dizer que precisavamos de ir ao WC, fazer algo "natural". Isto adiciona novos conceitos no meu dicionário enciclopédico de experiência de vida, vivida embora dormida. Estou mais habituado a ter sonhos ridículos em que eu saberia que a árvore era australiana porque começava a falar comigo e eu reparava no seu sotaque, dizendo que se chamava Bruce, e de repente começavam a tocar os Suicidal Tendencies acompanhados por Richard Clayderman no piano e Kenny G no saxofone que fazia headbanging (aquela gadelha há-de servir para alguma coisa, e não é para engatar mulheres - Kenny, amigo, esses caracóizinhos apaneleirados não te ajudam com elas, abafares aí o teu instrumentozito é que ajuda, "lose the curly shit", a não ser que estejas a pensar em juntar-te aos Cannibal Corpse, aí tens o meu aval, eles precisam dum gajo que saiba tocar nos seus instrumentos de sopro). Depois eu partia o microfone na minha cabeça (ou vice-versa), embebedavamo-nos e tinhamos sexo com ninfas, musas e virgens vestais. Isto é um sonho normal para mim.
É engraçado pensar que nós aprendemos relembrando. E que o sonho que tive foi uma memória distante de uma vida distante. Ou então tenho de deixar de beber café com chá de camomila antes de deitar todas as noites (não sei porquê, demoro sempre umas duas horas para dormir ou mais, coisa estranha não? será do chá?). Mas facto é que este fenómeno que supostamente não se passa num mundo real afecta o dito mundo real através de nós e na nossa forma de pensar e de agir. Foi algo que eu sei que não vivi mas que sinto que vivi. Sinto-o na pele, embora não tenha estado lá. Talvez a minha alma tenha deixado o corpo na Terra e tenha ido dar uma volta a um plano incorpóreo. Talvez seja isso que são os sonhos. Viagens por outros mundos.
Bem, divago bué.
Todos os sonhos têm um significado, diz-se. Não me apetece descobri-lo, sinceramente (ou talvez queira, mas sou demasiado preguiçoso para me dar ao trabalho). Apeteceu-me apenas partilhá-lo. E fico por aqui. Because nature is calling me. And me is feeling better after writing this. Feel free to share your thoughts about this. I'll see you in your dreams! UERUERUER!!!
Era um dia soalheiro. Passeava num jardim que adiante se transformava numa floresta. Curioso, fui à floresta. Estava tão bem arranjada como o jardim, exceptuando pelas folhas que cobriam o chão. No centro da floresta, estava plantada uma árvore. Parecia ser tão velha que juraria que poderia ter sido a primeira árvore a fazer parte dessa mesma floresta. Era dobrada e retorcida. Tinha troncos grossos e finos que se retorciam à sua volta. Parecia uma velha corda. Ao contrário das outras árvores, que estavam todas perfeitamente erguidas em direcção aos céus, esta velha árvore dobrava e criava uma grande sombra, como um velho corcunda sentado num banco de jardim, silenciosamente descansando as suas pernas desgastadas pela idade. A sua folhagem, contudo, permanecia rica e verdejante, parecendo querer ocultar a sua idade, que devia ter montes de histórias para contar. Até os troncos que se sobrepunham e se enliavam uns nos outros pareciam formar uma face no tronco principal, parecia viva, no sentido humano e antropomórfico, como se respirasse e transpirasse pelas rachas na sua madeira clara. De repente, veio-me à cabeça. "Esta árvore é uma ______ ______!" Honestamente, no sonho sabia o nome dela, eram dois nomes em inglês - não era "Weeping Willow" porque a folhagem não pendia - aquando escrevo estas frases, não me consigo recordar do seu nome. Seguidamente, veio-me outro pormenor à mente. "Esta ávore só cresce na Austrália!" exclamei, e continuei "Por isso é aí que devo estar neste meu sonho!". Ainda me pergunto como é que eu sabia isto tudo. Nunca vi na televisão programas sobre árvores, a não ser o famoso sketch sobre as várias formas de pronunciar "Larch" no Flying Circus dos Monty Python, nem nunca li livros sobre árvores. Estranhamente, sinto uma vontade terrivel de ler mais sobre elas... E se tal árvore existe mesmo, ou não...
Isto dá uma reviravolta no meu mundo. Pensava que "nature calls" era uma expressão britânica para dizer que precisavamos de ir ao WC, fazer algo "natural". Isto adiciona novos conceitos no meu dicionário enciclopédico de experiência de vida, vivida embora dormida. Estou mais habituado a ter sonhos ridículos em que eu saberia que a árvore era australiana porque começava a falar comigo e eu reparava no seu sotaque, dizendo que se chamava Bruce, e de repente começavam a tocar os Suicidal Tendencies acompanhados por Richard Clayderman no piano e Kenny G no saxofone que fazia headbanging (aquela gadelha há-de servir para alguma coisa, e não é para engatar mulheres - Kenny, amigo, esses caracóizinhos apaneleirados não te ajudam com elas, abafares aí o teu instrumentozito é que ajuda, "lose the curly shit", a não ser que estejas a pensar em juntar-te aos Cannibal Corpse, aí tens o meu aval, eles precisam dum gajo que saiba tocar nos seus instrumentos de sopro). Depois eu partia o microfone na minha cabeça (ou vice-versa), embebedavamo-nos e tinhamos sexo com ninfas, musas e virgens vestais. Isto é um sonho normal para mim.
É engraçado pensar que nós aprendemos relembrando. E que o sonho que tive foi uma memória distante de uma vida distante. Ou então tenho de deixar de beber café com chá de camomila antes de deitar todas as noites (não sei porquê, demoro sempre umas duas horas para dormir ou mais, coisa estranha não? será do chá?). Mas facto é que este fenómeno que supostamente não se passa num mundo real afecta o dito mundo real através de nós e na nossa forma de pensar e de agir. Foi algo que eu sei que não vivi mas que sinto que vivi. Sinto-o na pele, embora não tenha estado lá. Talvez a minha alma tenha deixado o corpo na Terra e tenha ido dar uma volta a um plano incorpóreo. Talvez seja isso que são os sonhos. Viagens por outros mundos.
Bem, divago bué.
Todos os sonhos têm um significado, diz-se. Não me apetece descobri-lo, sinceramente (ou talvez queira, mas sou demasiado preguiçoso para me dar ao trabalho). Apeteceu-me apenas partilhá-lo. E fico por aqui. Because nature is calling me. And me is feeling better after writing this. Feel free to share your thoughts about this. I'll see you in your dreams! UERUERUER!!!
sexta-feira, abril 15, 2005
É por isso que os poetas não são comediantes...
Tenho uma pergunta: "O que é uma piada poética?" Sinceramente imagino isso como uma piada tipo "knock-knock", mas mais tipo "ring-ring". (tão a ver a noção, né?)
Por exemplo: um poeta liga a outro poeta. "Olha amigo poeta, diz me aí palavras que rimem com «ha»." ao que o outro poeta responde "«ha ha ha ha ha ha»". Uma piada poética.
Não tinha nada melhor pa fazer.
"Já vi posts piores..." :º
Por exemplo: um poeta liga a outro poeta. "Olha amigo poeta, diz me aí palavras que rimem com «ha»." ao que o outro poeta responde "«ha ha ha ha ha ha»". Uma piada poética.
Não tinha nada melhor pa fazer.
"Já vi posts piores..." :º
terça-feira, abril 12, 2005
Bifinhos de Hamster com Cogumelos
Hoje, para fugir ao meu habitual conteúdo dos posts, vou começar por colocar questões que julgo pertinentes, algo que me fascina e me deixa num estado pensativo; Porque é que há máquinas de tirar fotografias no metro? Quem é que se lembrou daquilo? "ah, vou apanhar o metro, pelo sim pelo não, é melhor tirar umas fotografias para o que der e vier". E as pilhas ao pé do balcão do super-mercado? "bem, fraldas, laxante, escova de dentes...uhn...ah claro, pilhas! Ainda bem que elas estão mesmo aqui ao pé do balcão, era muito chato eu chegar a casa e não ter pilha no comando da televisão. Obrigado Pingo Doce, salvaste-me a vida". E última questão; porque é que todas as velhas têm um animal de estimação? a vida sexual delas é assim tão monótona? "filha, queres fazer aquela tal posição com o pepino e o arroz de atum?" "ah não querido, vamos antes comprar um gato estúpido que fica o dia inteiro à janela a olhar para as pessoas".
E agora a segunda parte do meu post. Uma dúvida que me assombra; o que é que acontece se eu espirrar e não fechar os olhos? O meu subconsciente avisa-me "fecha os olhos". Será que quando se espirra é momentaneamente aberta uma passagem para uma dimensão paralela onde as sanitas têm papel activo no governo? Eu sei o que se passa. Quando nascemos, é-nos implantado um chip que nos impede de espirrar de olhos abertos, de modo a ninguém ter acesso a essa realidade alternativa. Os esquimós são os habitantes dessa realidade, daí viverem isolados, porque uma organização secreta movida por um trato entre todas as nações do mundo assim o decidiu, achando melhor o homem comum não ter acesso à informação que eles têm. O que nós chamamos anões, são esquimós que conseguem fugir e intrometer-se na nossa sociedade com a desculpa de serem fisicamente diferentes.
Para finalizar, quero deixar aqui a mensagem de agradecimento à Scotex pela folha dupla.
E agora a segunda parte do meu post. Uma dúvida que me assombra; o que é que acontece se eu espirrar e não fechar os olhos? O meu subconsciente avisa-me "fecha os olhos". Será que quando se espirra é momentaneamente aberta uma passagem para uma dimensão paralela onde as sanitas têm papel activo no governo? Eu sei o que se passa. Quando nascemos, é-nos implantado um chip que nos impede de espirrar de olhos abertos, de modo a ninguém ter acesso a essa realidade alternativa. Os esquimós são os habitantes dessa realidade, daí viverem isolados, porque uma organização secreta movida por um trato entre todas as nações do mundo assim o decidiu, achando melhor o homem comum não ter acesso à informação que eles têm. O que nós chamamos anões, são esquimós que conseguem fugir e intrometer-se na nossa sociedade com a desculpa de serem fisicamente diferentes.
Para finalizar, quero deixar aqui a mensagem de agradecimento à Scotex pela folha dupla.
terça-feira, abril 05, 2005
Mulata Peludinha procura Travesti na Casa dos 30 para Acasalar
Vendo bem, não tenho nada a escrever, só achei piada ao título.... e acho piada a tractores cor-de-rosa com luzes de neon laterais e volante forrado a pelúcia
Quem é vivo sempre aparece.
Pois bem caro leitor, para começar gostaria de me desculpar pela ausência de posts da qual tenho padecido no passado recente... (sim, como se os leitores realmente dessem alguma espécie de importância ao facto de eu os poupar às verborreias que aqui despejo...erm....quais leitores...)
Bem siga ao que interessa.
Como todos devem saber, o papa João Paulo II vulgo espargo cozido com chapéu ridículo em forma de bacalhau da Noruega, morreu... É verdade, morreu... Seja ele um verdadeiro saco de carne em cima duma máquina de lavar ou não, merece algum reconhecimento pois não é qualquer um que influencía a história dum século como ele o fez.
Por isso pergunto eu: Quem é que foi o anormal que vestiu o papa agora nestes dias do velório??
Quer dizer, alguém reparou nos sapatos que o homem trazia? É uma autêntica ofensa meus amigos!
Tiveram que deixar o homem morrer para lhe darem um ar abixanado... Também ele se terá candidatado à alteração de visual patrocinada pelo Castelo Branco??
Enfim, a ver se não teremos um novo papa com o nome de Maria Albertina I ou coisa que o valha.
Tenho dito...
Bem siga ao que interessa.
Como todos devem saber, o papa João Paulo II vulgo espargo cozido com chapéu ridículo em forma de bacalhau da Noruega, morreu... É verdade, morreu... Seja ele um verdadeiro saco de carne em cima duma máquina de lavar ou não, merece algum reconhecimento pois não é qualquer um que influencía a história dum século como ele o fez.
Por isso pergunto eu: Quem é que foi o anormal que vestiu o papa agora nestes dias do velório??
Quer dizer, alguém reparou nos sapatos que o homem trazia? É uma autêntica ofensa meus amigos!
Tiveram que deixar o homem morrer para lhe darem um ar abixanado... Também ele se terá candidatado à alteração de visual patrocinada pelo Castelo Branco??
Enfim, a ver se não teremos um novo papa com o nome de Maria Albertina I ou coisa que o valha.
Tenho dito...
quarta-feira, março 23, 2005
Matt Damon
Eu vou explicar melhor a parte séria do meu post anterior, já que a televisão é uma merda e não tenho nada de jeito para ler.
Começar do início (sempre bom para começar): aquando a adolescência, o ser humano sofre uma série de alterações físicas e psicológicas que o encaminham para a maturidade. Voz grossa, pêlos em locais diversos, pequenas concentrações de sebo faciais, etc. E é nesta altura que se começa a ter uma maior consciência do social, do que nos rodeia, ao invés do simples mundo familiar (vá lá, vocês percebem, não compliquem). Surge a necessidade de amigos. Amigos não isolados, ninguém tem 1 amigo no secundário, não se vai tomar café ou sair sistematicamente com 1 amigo. Mas com amigos. Esses amigos formam um grupo. Ora, se querem fazer parte do grupo, têm que se integrar. Se se querem integrar, têm que praticar aquilo que eu chamo "comprar o pacote".
O "comprar o pacote" consiste em admitir as propriedades comuns mais vincadas do grupo, mantendo alguns especificidades pessoais, em nome de um grupo sólido.
Há vários factores importantes e basilares que podem construir um grupo: música, política, drogas, etc. É o comprar o pacote que define essas propriedades.
O "gótico" que eu falei é o tradicional gajo que se veste de preto; ouve Moonspell, é deprimido, porque todos os amigos o são e tem a mania que é artista, principalmente poeta. Ora, eu nunca achei piada a poesia, muito menos à que eles fazem, que fica óptimo a coincidir com uma foto a preto e branco deles ou de Sintra no DeviantArt. Este pacote é um dos que, hoje em dia, acho mais ridículos. [pequeno copy/paste: Favourite genre of music: Melancholic Heavy Metal, Death Metal Melodico, Goth Metal, Industrial....omg]
Há também, por exemplo, os betos. Não os acho TÃO irritantes, mas são um pouco; eu não queria entrar em muitos pormenores, por isso... cabelo. Tipo, cabelo. Acho ligeiramente feio, o pior é que são cada vez mais com aquelas trunfas sebosas e oleosas a taparem a acne na testa com as suas sweats compradas numa surf shop com o seu photoblog com os ténis à skater porque eles não querem ser betos querem ser radicais, andar de skate fumar brocas beber cerveja. Blargh!
O problema disto? É que eu tenho moral para falar, eu já passei por isso, já tive que me moldar e adaptar a grupos, e terei sempre que o fazer para viver em comunhão com a sociedade. Mas no meu tempo não era assim (sou bué velho). Não havia escolas inteiras, alunos em massa a vestirem-se de igual. Oh claro, haviam uns quantos grupos diferentes, mas nada que se assemelhe a isto, a esta epidemia, este vírus! É UMA DAS GAITAS DO APOCALIPSE!
E porquê o meu desagrado? Porque existem. Porque entram no meu campo de visão e respiram o meu oxigénio. e diz o Oneiros "eles se calhar também não gostam de ti". Ok, whatever, eles que se quiserem que se manifestem, não precisas de defender os fracos oprimidos e ridículos. Aquelas franjas....Argh!
Bem, resumindo, é importante ter a noção que estes seres humanos andam aí, vazios de personalidade, com os seus pacotes atrás.e Diz o Oneiros "Tu também andas com o pacote atrás". Ao que eu respondo com um gordíssimo, majestoso e rebuscado UER.
Não ouçam só um género de música, não vão sair só para um género de sítio, não leiam as mesmas coisas, não vejam os mesmos filmes. Tenham as vossas preferências, mas não pelo grupo, pelo vosso gosto. Eu ouço Justin Timberlake, acho que o álbum tem uma construção muito boa a nível electrónico e uns grooves muito engraçados. A voz dele é entediante. Ouço porque gosto, não porque todo o meu grupo ouve. Sim, hoje escrevo história; Políticos deste país! Abram as portas para a cultura e encerrem as fronteiras para os imigrantes!
Começar do início (sempre bom para começar): aquando a adolescência, o ser humano sofre uma série de alterações físicas e psicológicas que o encaminham para a maturidade. Voz grossa, pêlos em locais diversos, pequenas concentrações de sebo faciais, etc. E é nesta altura que se começa a ter uma maior consciência do social, do que nos rodeia, ao invés do simples mundo familiar (vá lá, vocês percebem, não compliquem). Surge a necessidade de amigos. Amigos não isolados, ninguém tem 1 amigo no secundário, não se vai tomar café ou sair sistematicamente com 1 amigo. Mas com amigos. Esses amigos formam um grupo. Ora, se querem fazer parte do grupo, têm que se integrar. Se se querem integrar, têm que praticar aquilo que eu chamo "comprar o pacote".
O "comprar o pacote" consiste em admitir as propriedades comuns mais vincadas do grupo, mantendo alguns especificidades pessoais, em nome de um grupo sólido.
Há vários factores importantes e basilares que podem construir um grupo: música, política, drogas, etc. É o comprar o pacote que define essas propriedades.
O "gótico" que eu falei é o tradicional gajo que se veste de preto; ouve Moonspell, é deprimido, porque todos os amigos o são e tem a mania que é artista, principalmente poeta. Ora, eu nunca achei piada a poesia, muito menos à que eles fazem, que fica óptimo a coincidir com uma foto a preto e branco deles ou de Sintra no DeviantArt. Este pacote é um dos que, hoje em dia, acho mais ridículos. [pequeno copy/paste: Favourite genre of music: Melancholic Heavy Metal, Death Metal Melodico, Goth Metal, Industrial....omg]
Há também, por exemplo, os betos. Não os acho TÃO irritantes, mas são um pouco; eu não queria entrar em muitos pormenores, por isso... cabelo. Tipo, cabelo. Acho ligeiramente feio, o pior é que são cada vez mais com aquelas trunfas sebosas e oleosas a taparem a acne na testa com as suas sweats compradas numa surf shop com o seu photoblog com os ténis à skater porque eles não querem ser betos querem ser radicais, andar de skate fumar brocas beber cerveja. Blargh!
O problema disto? É que eu tenho moral para falar, eu já passei por isso, já tive que me moldar e adaptar a grupos, e terei sempre que o fazer para viver em comunhão com a sociedade. Mas no meu tempo não era assim (sou bué velho). Não havia escolas inteiras, alunos em massa a vestirem-se de igual. Oh claro, haviam uns quantos grupos diferentes, mas nada que se assemelhe a isto, a esta epidemia, este vírus! É UMA DAS GAITAS DO APOCALIPSE!
E porquê o meu desagrado? Porque existem. Porque entram no meu campo de visão e respiram o meu oxigénio. e diz o Oneiros "eles se calhar também não gostam de ti". Ok, whatever, eles que se quiserem que se manifestem, não precisas de defender os fracos oprimidos e ridículos. Aquelas franjas....Argh!
Bem, resumindo, é importante ter a noção que estes seres humanos andam aí, vazios de personalidade, com os seus pacotes atrás.e Diz o Oneiros "Tu também andas com o pacote atrás". Ao que eu respondo com um gordíssimo, majestoso e rebuscado UER.
Não ouçam só um género de música, não vão sair só para um género de sítio, não leiam as mesmas coisas, não vejam os mesmos filmes. Tenham as vossas preferências, mas não pelo grupo, pelo vosso gosto. Eu ouço Justin Timberlake, acho que o álbum tem uma construção muito boa a nível electrónico e uns grooves muito engraçados. A voz dele é entediante. Ouço porque gosto, não porque todo o meu grupo ouve. Sim, hoje escrevo história; Políticos deste país! Abram as portas para a cultura e encerrem as fronteiras para os imigrantes!
sábado, março 19, 2005
a regalia de ter um comando para o lavatório
Escreve-se muito em Portugal, tenta-se criar algo bom e criativo, mas só sai porcaria (ver DeviantArt). Pseudo-escritores surgem aos enxames, a incinerarem a língua portuguesa com os seus nacos de bosta, recorrendo à poesia para manifestarem sentimentos fatalistas que lhes fica bem ter. Isso irrita-me, mas seduz. Por isso, hoje vou presentear o leitor com a minha poesia. Chamo a este soneto "Fui à Sumália comprar pão-de-ló caseiro"
Tenho papel higiénico às cores
Para limpar o meu dejecto
Mas às vezes fico com tremores
E algumas dores no recto
Comprei folha macia
Para atenuar o sofrimento
Resultou em alguma azia
E um estranho corrimento
Triste sina ao limpar
O medo de magoar
O meu sensível bujon
Vou-me habituar
à ideia secular
de "à caçador é que é bom"
E pronto, agora em honra aos gós por esse país que sentem uma enorme dor de viver e que já mandavam um tiro nos cornos em vez de infestarem o espaço cibernáutico com a sua poesia, aqui vai o poema "sou gó, ouço Deity of Carnification e vou cortar os pulsos com um corta-unhas"
Ninguém gosta de mim porque sou diferente
Tenho uma vida de tédio e chata
Mas não me apercebo do meu cérebro dormente
E da minha existência comparável a uma barata
Estou farto da vida e quero tomar comprimidos
Porque os gós são todos iguais
Somos todos uns deprimidos
A tristeza dos nossos pais
Tenho um site na Deviant Art
Porque sou bué intelectual
Tenho fotos a preto e branco
E não tenho retenção anal
E fico-me por aqui, deixando claro que a poesia que escrevo É poesia, independentemente da falta de qualidade, mas se formos a ler certas escrituras que andam aí na net, isto é arte, da mais bela que existe.
Ah sim, não só os pseudo-gós me irritam, também não acho piada a esquimós e tenho medo de sofás azuis.
Tenho papel higiénico às cores
Para limpar o meu dejecto
Mas às vezes fico com tremores
E algumas dores no recto
Comprei folha macia
Para atenuar o sofrimento
Resultou em alguma azia
E um estranho corrimento
Triste sina ao limpar
O medo de magoar
O meu sensível bujon
Vou-me habituar
à ideia secular
de "à caçador é que é bom"
E pronto, agora em honra aos gós por esse país que sentem uma enorme dor de viver e que já mandavam um tiro nos cornos em vez de infestarem o espaço cibernáutico com a sua poesia, aqui vai o poema "sou gó, ouço Deity of Carnification e vou cortar os pulsos com um corta-unhas"
Ninguém gosta de mim porque sou diferente
Tenho uma vida de tédio e chata
Mas não me apercebo do meu cérebro dormente
E da minha existência comparável a uma barata
Estou farto da vida e quero tomar comprimidos
Porque os gós são todos iguais
Somos todos uns deprimidos
A tristeza dos nossos pais
Tenho um site na Deviant Art
Porque sou bué intelectual
Tenho fotos a preto e branco
E não tenho retenção anal
E fico-me por aqui, deixando claro que a poesia que escrevo É poesia, independentemente da falta de qualidade, mas se formos a ler certas escrituras que andam aí na net, isto é arte, da mais bela que existe.
Ah sim, não só os pseudo-gós me irritam, também não acho piada a esquimós e tenho medo de sofás azuis.
sexta-feira, fevereiro 25, 2005
Here I am, Once again, On the bottomless pit, Rock bottom I have hit...
E eis que mais uma vez me vejo forçado a escrever um post "sério". E por "sério" quero dizer que vou deambular sem coerência ou rumo pelos meandros da minha psiquê, ao invés dos mais tradicionais posts "não-sérios" que apesar de úteis e com a sua seriedade própria, não são aquilo que este vai ser... eu disse que ia pegar na coerência e atirá-la pela janela...
Buckle up...
Como aquele raro leitor frequente aqui d' O Dia Seguinte já terá percebido, não sou uma pessoa de fé. Faço dos deuses a minha (pseudo) humorística marca registada, com eles gozo, deles debato os meandros dos sistemas a que pertencem enquanto desmonto as possibilidades das suas existências "reais" independentes dos autos de fé. Por outras palavras, não acredito em deuses ou Deus, Alá, Buda (enquanto divindade Zen), Shiva ou o que lhes quiserem chamar. Posso ter uma paixão obecessiva com mitologias e teologias, mas não acredito na possibilidade física e meta-física da sua existência, como (por exemplo) o teclado em que agora teclo este texto, existe.
Mas minto. Sou uma pessoa de fé. Simplesmente não a coloco em símbolos iconográficos mais ou menos atrópomorfizados, cuja real função é imposição da figura paterna (ou materna) para manter um código de morais arbitrárias.
"Então e essa coisa que usas, e que é um símbolo religioso Oneiros?" diria o leitor que me conheça pessoalmente. Simples, uso-a por uma questão estética, identitária (depois de 3 anos e meio a usá-la começa a fazer parte de mim) e porque gosto das evocações simbólicas que ela me trás. Não que acredite na existência (ou não) de qualquer "poder" ou "entidade" ou whatever ligada à imagem. Mas como todo e qualquer bom símbolo, é portador de duas faces. A imagem tridimensional que compõe a sua essência real, ou seja, a coisa per se. E por outro lado, a mensagem transmitida e evocada pela sua mera presença, história e ligações processuais histórico-lógicas, ou seja, o que a imagem evoca. Símbolo, signo, significante e significado. Caso não tenha percebido o palavreado caro que estou a arremessar sem uma real preocupação de coerência (como já tinha dito) ou sequer sentido gramatical, estas quatro palavras e um bom dicionário devem ajudá-lo (se possuir dois dedos de testa) a perceber o que quero dizer.
Tudo isto para dizer que não acredito no que os católicos chamam Deus (ou Jeová), os Islâmicos chamam Alá e os antigos Egípcios chamavam a Casa de Heliópolis.
Apesar disso, às vezes penso que se de facto eles tivessem razão, então o Criador decidiu fazer uma piada cósmica a que chamou Oneiros...
Desengane-se já. Não vou fazer o "post do choro" em que exponho dramáticamente uma série de futilidades ocorridas recentemente que me levaram à beira do suícidio numa tentativa de chamar a atenção e/ou provocar comoções e/ou engatar alguma pita mais sensível que por desiquilíbrios hormonais ache que também ela é uma vítima do mundo cruel que nos rodeia.
Sim, o mundo é cruel. Sim, estou deprimido. Sim, estou assim por uma série de futilidades. Sim, estou a fazer um post. Não, não vou contar o que se passa (pelo menos não aqui), nem criar empatias com a EsKiZoFrÉnIcA16 que também é uma vítima cruel do sistema.
Apenas estou de novo com insónias, apeteceu-me vir fazer um post e não queria fazer um copy-paste-edit do meu último. Então decidi pegar num monte de palavras caras e atirá-las à vossa cara. Quem conseguir decifrar metade do que quis dizer na primeira parte do post, ganha um prémio.
Vou fumar um cigarro, escrever uma carta (e sim, na carta contarei o que se passa), e trepar paredes até desmaiar de exaustão como ontem...
Oni, signing off
Buckle up...
Como aquele raro leitor frequente aqui d' O Dia Seguinte já terá percebido, não sou uma pessoa de fé. Faço dos deuses a minha (pseudo) humorística marca registada, com eles gozo, deles debato os meandros dos sistemas a que pertencem enquanto desmonto as possibilidades das suas existências "reais" independentes dos autos de fé. Por outras palavras, não acredito em deuses ou Deus, Alá, Buda (enquanto divindade Zen), Shiva ou o que lhes quiserem chamar. Posso ter uma paixão obecessiva com mitologias e teologias, mas não acredito na possibilidade física e meta-física da sua existência, como (por exemplo) o teclado em que agora teclo este texto, existe.
Mas minto. Sou uma pessoa de fé. Simplesmente não a coloco em símbolos iconográficos mais ou menos atrópomorfizados, cuja real função é imposição da figura paterna (ou materna) para manter um código de morais arbitrárias.
"Então e essa coisa que usas, e que é um símbolo religioso Oneiros?" diria o leitor que me conheça pessoalmente. Simples, uso-a por uma questão estética, identitária (depois de 3 anos e meio a usá-la começa a fazer parte de mim) e porque gosto das evocações simbólicas que ela me trás. Não que acredite na existência (ou não) de qualquer "poder" ou "entidade" ou whatever ligada à imagem. Mas como todo e qualquer bom símbolo, é portador de duas faces. A imagem tridimensional que compõe a sua essência real, ou seja, a coisa per se. E por outro lado, a mensagem transmitida e evocada pela sua mera presença, história e ligações processuais histórico-lógicas, ou seja, o que a imagem evoca. Símbolo, signo, significante e significado. Caso não tenha percebido o palavreado caro que estou a arremessar sem uma real preocupação de coerência (como já tinha dito) ou sequer sentido gramatical, estas quatro palavras e um bom dicionário devem ajudá-lo (se possuir dois dedos de testa) a perceber o que quero dizer.
Tudo isto para dizer que não acredito no que os católicos chamam Deus (ou Jeová), os Islâmicos chamam Alá e os antigos Egípcios chamavam a Casa de Heliópolis.
Apesar disso, às vezes penso que se de facto eles tivessem razão, então o Criador decidiu fazer uma piada cósmica a que chamou Oneiros...
Desengane-se já. Não vou fazer o "post do choro" em que exponho dramáticamente uma série de futilidades ocorridas recentemente que me levaram à beira do suícidio numa tentativa de chamar a atenção e/ou provocar comoções e/ou engatar alguma pita mais sensível que por desiquilíbrios hormonais ache que também ela é uma vítima do mundo cruel que nos rodeia.
Sim, o mundo é cruel. Sim, estou deprimido. Sim, estou assim por uma série de futilidades. Sim, estou a fazer um post. Não, não vou contar o que se passa (pelo menos não aqui), nem criar empatias com a EsKiZoFrÉnIcA16 que também é uma vítima cruel do sistema.
Apenas estou de novo com insónias, apeteceu-me vir fazer um post e não queria fazer um copy-paste-edit do meu último. Então decidi pegar num monte de palavras caras e atirá-las à vossa cara. Quem conseguir decifrar metade do que quis dizer na primeira parte do post, ganha um prémio.
Vou fumar um cigarro, escrever uma carta (e sim, na carta contarei o que se passa), e trepar paredes até desmaiar de exaustão como ontem...
Oni, signing off
segunda-feira, fevereiro 21, 2005
Quando ela foi buscar um raminho de salsa e voltou travesti
O que vou escrever neste post? Posso falar da tristeza das eleições, da supremacia da esquerda, mas não me apetece. Posso ainda referir a morte da irmã Lúcia, mas não quero ser pretencioso com piadas quanto às revistas que encontraram debaixo da cama dela da colecção "Africano e Monstruoso". E falar do retorno à faculdade não me parece indicado ou interessante. Posso falar da poesia em Portugal, a decadência completa de uma arte já por si má, como por exemplo "estou sozinho neste mundo, só me apetece cair num poço sem fundo" (consultar escritores da DeviantArt). Poderia falar de Elektra, esse filme cuja existência é tão agradável como aquele pedaço de bosta que se pisa e só quando já deixámos rasto pela casa é que damos por ele. É todo um mundo de assuntos que posso falar, mas escolhi o mais imperativo: a influência da colheita da azeitona e as suas consequências na produção de papel higiénico; tudo começou há 1 ano, quando Pancho, trabalhador da Scotex durante o dia e à noite transforma-se num copo de amendoa amarga, chega a casa e repara que não há azeitonas no frigorífico. Ele procura desenfreadamente nas mercearias, mercados... nada. Não há azeitonas. Pancho decide pôr um fim à sua vida, ficando a olhar fixamente para um ponto durante 8 horas até morrer de tédio.
Do outro lado, Gina, trabalhadora rural nos campos de azeitona do...errr... Azeiquistão (desculpem, não me ocorreu nada), decide interromper o curso natural da sua colheita e vai à casa de banho mudar o penso. Entretanto, esquece-se de lavar as mãos e, as azeitonas que colhe, estão agora infectadas com sífilis e pedaços de musgo proveniente das suas mãos sujas. Os camiões são carregados de azeitonas para fazerem a distribuição mas, o condutor de um deles, de etnia cigana, esconde um barril radioactivo que tinha roubado para... (que raio estou para aqui a vomitar?) para criar uma raça de Ultra-Ciganos que iriam dominar o comércio de rua a nível global. Ora, o conteúdo do barril mistura-se com as azeitonas infectadas com a crica suja da Gina e as pequenas bolinhas pretas ganham vida, sob forma de uma azeitona canibal que come todas as outras. Por isso é que Pancho se suicidou, apenas por uma porca esquecer-se de lavar as mãos.
Pretendo concluir com a moral da história: Os cães ladram e as galinhas enchem o papo, enquanto quem tudo quer semeia ventos e água mole em pedra dura.
Do outro lado, Gina, trabalhadora rural nos campos de azeitona do...errr... Azeiquistão (desculpem, não me ocorreu nada), decide interromper o curso natural da sua colheita e vai à casa de banho mudar o penso. Entretanto, esquece-se de lavar as mãos e, as azeitonas que colhe, estão agora infectadas com sífilis e pedaços de musgo proveniente das suas mãos sujas. Os camiões são carregados de azeitonas para fazerem a distribuição mas, o condutor de um deles, de etnia cigana, esconde um barril radioactivo que tinha roubado para... (que raio estou para aqui a vomitar?) para criar uma raça de Ultra-Ciganos que iriam dominar o comércio de rua a nível global. Ora, o conteúdo do barril mistura-se com as azeitonas infectadas com a crica suja da Gina e as pequenas bolinhas pretas ganham vida, sob forma de uma azeitona canibal que come todas as outras. Por isso é que Pancho se suicidou, apenas por uma porca esquecer-se de lavar as mãos.
Pretendo concluir com a moral da história: Os cães ladram e as galinhas enchem o papo, enquanto quem tudo quer semeia ventos e água mole em pedra dura.
terça-feira, fevereiro 15, 2005
Sim! Odeio Insónias!...
Ora, bem... como de costume, mesmo quando eu começava a julgar que me tinham passado as insónias, eis senão quando eles decidem regressar...
Sim, são 2h49m da matina... Não, não devo dormir antes das 6h00m ou 7h00m, isto claro está se chegar a dormir... Sim, estou aborrecido... Não, não tenho nada para fazer...
Ou por outra ter, até tenho, mas nada que queira ou deva fazer com o temperamento, disposição e estado intelectual do momento... por isso decidi vim mandar aqui umas postas de pescada que isto tem andado muito parado...
Está parado, evidentemente porque tanto eu como os meus companheiros bloguisticos temos estado ocupados com as nossas respectivas vidas pessoais... ou então não!
Os outros não sei de nada, mas pela minha parte, tenho andado entre exames, trabalhos e o trabalho (e sim, são diferentes mas não me apetece explicar-vos nem me sinto compelido a dar-vos satisfações), sendo que na última semana é que estive extremamente desocupado, mas também preguiçoso demais para vir aqui perlar-vos com a minha sabedoria, e graça divina (ou então não). Ou então pura e simplesmente estava (e estou, confesso) sem ideias para blogs dignos do nível qualitativo e intelectual (e humorístico) a que já vos habituei meus fieís súbdi... leitores!!
Sim, este blog está a ser um verdadeira e autêntica merda... eu disse que não tinha ideías...
Ocorreu-me agora que poderia falar dos filmes recentes que tenho andado a ver... mas não... a Elektra é demasiado mau (senão mesmo o pior filme que já vi), o Blade Trinity não lhe fica muito atrás e o Closer (visto ainda hoje) é uma real seca (tirando as cenas no clube de strip com a Natalie Portman em fio dental e a despir-se por tudo e por nada (pena que os ângulos de câmera que o paneleiro do realizador escolheu não deixem ver nada a não ser um belo rabinho) enquanto o Clive Owen lhe grita obscenidades), e assim de repente nem me lembro de quais foram os outros filmes que fui ver recentemente... de tão bons que eram... tenho de começar a ir ver mais cinema português se calhar (neste momento estou a acordar os meus velhos e os vizinhos com as gargalhadas)... ou então devia deixar de ir ver todo e qualquer filme que apareça nas salas... no mínimo devia ser esperto e tirar o passe de cinema e deixar de gastar balúrdios em cinema, passando a gastar 13€ por mês...
Acho que me vou é calar e desligar esta porra que este sim, é sem dúvida alguma, o PIOR blog da história do universo dos blogs...
Odeio insónias...
Sim, são 2h49m da matina... Não, não devo dormir antes das 6h00m ou 7h00m, isto claro está se chegar a dormir... Sim, estou aborrecido... Não, não tenho nada para fazer...
Ou por outra ter, até tenho, mas nada que queira ou deva fazer com o temperamento, disposição e estado intelectual do momento... por isso decidi vim mandar aqui umas postas de pescada que isto tem andado muito parado...
Está parado, evidentemente porque tanto eu como os meus companheiros bloguisticos temos estado ocupados com as nossas respectivas vidas pessoais... ou então não!
Os outros não sei de nada, mas pela minha parte, tenho andado entre exames, trabalhos e o trabalho (e sim, são diferentes mas não me apetece explicar-vos nem me sinto compelido a dar-vos satisfações), sendo que na última semana é que estive extremamente desocupado, mas também preguiçoso demais para vir aqui perlar-vos com a minha sabedoria, e graça divina (ou então não). Ou então pura e simplesmente estava (e estou, confesso) sem ideias para blogs dignos do nível qualitativo e intelectual (e humorístico) a que já vos habituei meus fieís súbdi... leitores!!
Sim, este blog está a ser um verdadeira e autêntica merda... eu disse que não tinha ideías...
Ocorreu-me agora que poderia falar dos filmes recentes que tenho andado a ver... mas não... a Elektra é demasiado mau (senão mesmo o pior filme que já vi), o Blade Trinity não lhe fica muito atrás e o Closer (visto ainda hoje) é uma real seca (tirando as cenas no clube de strip com a Natalie Portman em fio dental e a despir-se por tudo e por nada (pena que os ângulos de câmera que o paneleiro do realizador escolheu não deixem ver nada a não ser um belo rabinho) enquanto o Clive Owen lhe grita obscenidades), e assim de repente nem me lembro de quais foram os outros filmes que fui ver recentemente... de tão bons que eram... tenho de começar a ir ver mais cinema português se calhar (neste momento estou a acordar os meus velhos e os vizinhos com as gargalhadas)... ou então devia deixar de ir ver todo e qualquer filme que apareça nas salas... no mínimo devia ser esperto e tirar o passe de cinema e deixar de gastar balúrdios em cinema, passando a gastar 13€ por mês...
Acho que me vou é calar e desligar esta porra que este sim, é sem dúvida alguma, o PIOR blog da história do universo dos blogs...
Odeio insónias...
quarta-feira, fevereiro 02, 2005
Shed My Skin Again, This Will Be My Best Revenge
Se um homossexual semi-nu vegetariano como o Dalai Lama promove ao povo as suas ideias de como se viver bem de acordo com o que um homossexual semi-nu vegetariano pensa que é o melhor, também eu o posso fazer, não que seja homossexual ou vegetariano, mas já que estou semi-nu, vou enunciar umas regrazitas de ouro de como se viver bem
1 - use uma arma. O próximo não te vai amar, no mínimo vai-lhe roubar a carteira ou sodomizá-lo nas traseiras de uma pastelaria.
2 - use uma arma. Really.
3 - aprenda a ignorar certas presenças, mesmo que alguém diga "o Fábio quer comer o Xavier e tu és a seguir na lista dele". Pense que mesmo que o Fábio o apanhe, os pássaros continuarão a esvoaçar graciosamente nos céus. Para ajuda com o Fábio ver número 1 e 2.
4 - o Fábio não é meigo; conheço um gajo que foi apanhado por ele e ficou de cadeira de rodas. Hoje em dia, cada vez que vai mijar tem que se descalçar e cantar a Desfolhada.
5 - Faça amigos nos mais diversos grupos. Assim, além de alargar o seu conhecimento sobre a vivência humana, sempre tem uma série de mânfios pa chamar quando alguém o ameaçar de porrada.
6 - Esses amigos não chegam para o Fábio. Nem uma arma.
7 - lide com o seu vómito como lida consigo. O vómito é uma extensão da alma, da nossa existência etérea que ultrapassa qualquer plano ou mundo. Acariciar o vómito é acariciar a sua alma, encontrar o seu "eu" e viver em paz. Não o faça em público.
8 - Numa visita a uma prisão nunca puxar as calças para baixo em frente a um recluso e gritar "Este frango ninguém trincha!". Não esqueçamos que não há pena de morte em Portugal e que mais tarde ele pode vir atrás de nós.
9 - Não gaste o dinheiro em coisas essenciais; gaste antes em futilidades. Fica-se mais contente quando se compra um DvD do que quando se paga a renda.
10 - Quando o Fábio chegar, feche os olhos e imagine-se num belo dia de Primavera com uma aragem fresca, a saltar pelos campos e a colher florzinhas, enquanto um urso castanho o empala com o seu bastão.
1 - use uma arma. O próximo não te vai amar, no mínimo vai-lhe roubar a carteira ou sodomizá-lo nas traseiras de uma pastelaria.
2 - use uma arma. Really.
3 - aprenda a ignorar certas presenças, mesmo que alguém diga "o Fábio quer comer o Xavier e tu és a seguir na lista dele". Pense que mesmo que o Fábio o apanhe, os pássaros continuarão a esvoaçar graciosamente nos céus. Para ajuda com o Fábio ver número 1 e 2.
4 - o Fábio não é meigo; conheço um gajo que foi apanhado por ele e ficou de cadeira de rodas. Hoje em dia, cada vez que vai mijar tem que se descalçar e cantar a Desfolhada.
5 - Faça amigos nos mais diversos grupos. Assim, além de alargar o seu conhecimento sobre a vivência humana, sempre tem uma série de mânfios pa chamar quando alguém o ameaçar de porrada.
6 - Esses amigos não chegam para o Fábio. Nem uma arma.
7 - lide com o seu vómito como lida consigo. O vómito é uma extensão da alma, da nossa existência etérea que ultrapassa qualquer plano ou mundo. Acariciar o vómito é acariciar a sua alma, encontrar o seu "eu" e viver em paz. Não o faça em público.
8 - Numa visita a uma prisão nunca puxar as calças para baixo em frente a um recluso e gritar "Este frango ninguém trincha!". Não esqueçamos que não há pena de morte em Portugal e que mais tarde ele pode vir atrás de nós.
9 - Não gaste o dinheiro em coisas essenciais; gaste antes em futilidades. Fica-se mais contente quando se compra um DvD do que quando se paga a renda.
10 - Quando o Fábio chegar, feche os olhos e imagine-se num belo dia de Primavera com uma aragem fresca, a saltar pelos campos e a colher florzinhas, enquanto um urso castanho o empala com o seu bastão.
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