domingo, maio 15, 2005

A, E, I, O...errr...45%?

Primeiro que tudo, acho conveniente contar a história ao leitor para compreenderem o conteúdo do post. Bem, tudo começou há uns meses atrás; lá estava eu numa esplanada, como sempre, a dissolver a cafeína na nicotina quando, tal D. Sebastião a surgir das névoas, acompanhado por um triunfal relâmpago, que instilou energia por toda área, emanando um misto de poder e serenidade, surgiu uma figura masculina a perguntar, na sua gutural e potente voz "viste o Tomás por aí?" intimidado por tal frase, proveniente de um habitante do Olimpo, apenas consegui murmurar "não". E tal como apareceu, desvanesceu do meu olhar. Minutos depois apareceu-me um anjo a dizer "isto é quase a minha hora de almoço, vamos a despachar; tens um pedido a fazer, cuja magnitude terá impacto tanto no polo positivo como negativo." Acostumado a tais acontecimentos, disse "pá, curtia saber escrever bem, tipo, não dar erros e tal". O anjo respondeu "na boa. Vou bazá-la, fica bem". E assim foi. Desde então, possuo uma escrita deveras minuciosa e perfeita, domino o português escrito e falado e consigo apagar cigarros na língua. Mas, tal como o anjo avisou, há sempre o reverso da medalha. Não consigo escrever "perguiçoso" correctamente. Estou amaldiçoado para todo o sempre, a minha alma penada vagueará de plano em plano em busca da maneira correcta de escrever "perguiçoso". Até recentemente, tudo corria bem, até dois demónios, adoradores de Satã e habitantes das mais profundas Trevas, descobriram a minha fraqueza. Ambos eram Professores de Língua Portuguesa na vida anterior, e foram condenados à eterna podridão por gostarem de A Perfect Circle. Facilmente me desmascararam em público, aqui mesmo no blog. Esses demónios gramaticais agora perseguem-me, ouço-os a sussurrar "não consegues escrever perguiçoso correctamente".
Ora, isto iniciou uma luta contra o Mal, a infecta maldade de ambos os seres. Já os vi, decompostos, monossilábicos, a caminharem lentamente em minha direcção e a usarem as suas capacidades gramaticais para me atacarem. Estes dois seres mal-cheirosos, nefastos, fãs de APC têm que ser parados, antes que mais inocentes sofram a sua ira e tenham que ver os seus erros escarrapachados no blog. Agora, com a fé em nosso senhor jesus cristo, grande amigo meu com uma esquisita escolha sexual (burros e ovelhas, vá-se lá saber) e com o rendimento que a Maria tem no parque a dizer que é virgem, vou reunir forças para batalhar os demónios. Sei que vou vencer, e quando me deparar com os corpos moribundos no chão, vou vociferar bem alto, citando o mesmo que disse o meu amigo cristo quando dois leprosos bissexuais o convidaram para uma sessão de açoites e palmadas: "Vão-se foder"

quinta-feira, maio 12, 2005

GRUNF

Fiz um post... era mau, mas era meu... era sobre o Rato Cantante e a queima de fitas... mas veio o Explorer, tinha fome e comeu-o... perdeu-se na imensidão do estômago desta besta, o lugar a que chamam Internet e a Humanidade com isso perde (na verdade até deve ficar melhor, mas isso é discutível).

Não tenho pachorra de o refazer... não seria o mesmo, e o momento passou...
Não tenho pachorra de fazer outro... vocês não merecem o esforço...

Comam caracóis até os tímpanos vos rebentarem com os gritos de milhões das pobres criaturas devoradas, a ver se me importo... eu vou jogar Strip-Xadrêz comigo mesmo até vir um Ovni e me levar para um melhor plano de existência...

terça-feira, maio 10, 2005

Divagações no blog seguidas por um alto e sonoro "Por Amor de Adeus"

- eu quero um bife daquela vaca, se faz favor.
- mas... não é uma vaca. É a minha mãe!
- mas quero à mesma.
- NÃO! MÃEZINHA!

Bem, com a chegada da época de frequências, o meu cérebro recusa-se a acompanhar. Sim, tenho consciência que tenho que estudar, mas o meu cérebro não me deixa. Eu não sou perguiçoso, o meu cérebro é que é. No outro dia perguntei-lhe "siga jogar ao peixinho" e o gajo responde "eish, népia, estou tão bem aqui no sofá".
Eu não me considero perguiçoso, culpo antes as partes do meu corpo que o são. Principalmente o cérebro. Já tentei convencê-lo "ah, já fazias exercício e produzias coisas inteligentes". Ao que surgiu na minha mente a frase "as pessoas estúpidas cansam-se menos". Infelizmente, fez todo o sentido. As pessoas inteligentes têm que se esforçar para manter a imagem de inteligentes, um estúpido basta ser um humano básico. Depois há os espertos que são aqueles que sabem escolher melancias maduras e os cromos, normalmente encontrados no Técnico (durante o dia). Há ainda os parvos, secos e de mau gosto, os atrasados, encontrados em carrinhas especiais e claro, os meus favoritos; os intelectuais, pequenos seres peludos que cheiram mal, não comem animais ( ou seja, contra o canibalismo) e membros do BE ou da JCP.
Sim, o meu cérebro é tendencioso. Ele tem planos para assassinar toda a gente e transmite-os através de mim. Só que é demasiado perguiçoso para sequer tentar que eu não seja perguiçoso ao ponto de não o ser tanto quanto ele é, mas isso faria com que a minha perguiça deixasse de existir no momento em que ele deixasse de ser perguiçoso, mas ele é muito perguiçoso, logo duvido que ele chegue ao ponto de o deixar de ser, para consequentemente eu também não o ser e, claro, conquistar o planeta. Isto foi uma manifestação do meu cérebro a demonstrar o seu descontentamento com as minhas palavras... mas já está tudo bem, tanto que já me deixa escrever palavras de 8 sílabas (indivisibilidade).

domingo, abril 17, 2005

No dia seguinte...

Esta noite tive um sonho.
Era um dia soalheiro. Passeava num jardim que adiante se transformava numa floresta. Curioso, fui à floresta. Estava tão bem arranjada como o jardim, exceptuando pelas folhas que cobriam o chão. No centro da floresta, estava plantada uma árvore. Parecia ser tão velha que juraria que poderia ter sido a primeira árvore a fazer parte dessa mesma floresta. Era dobrada e retorcida. Tinha troncos grossos e finos que se retorciam à sua volta. Parecia uma velha corda. Ao contrário das outras árvores, que estavam todas perfeitamente erguidas em direcção aos céus, esta velha árvore dobrava e criava uma grande sombra, como um velho corcunda sentado num banco de jardim, silenciosamente descansando as suas pernas desgastadas pela idade. A sua folhagem, contudo, permanecia rica e verdejante, parecendo querer ocultar a sua idade, que devia ter montes de histórias para contar. Até os troncos que se sobrepunham e se enliavam uns nos outros pareciam formar uma face no tronco principal, parecia viva, no sentido humano e antropomórfico, como se respirasse e transpirasse pelas rachas na sua madeira clara. De repente, veio-me à cabeça. "Esta árvore é uma ______ ______!" Honestamente, no sonho sabia o nome dela, eram dois nomes em inglês - não era "Weeping Willow" porque a folhagem não pendia - aquando escrevo estas frases, não me consigo recordar do seu nome. Seguidamente, veio-me outro pormenor à mente. "Esta ávore só cresce na Austrália!" exclamei, e continuei "Por isso é aí que devo estar neste meu sonho!". Ainda me pergunto como é que eu sabia isto tudo. Nunca vi na televisão programas sobre árvores, a não ser o famoso sketch sobre as várias formas de pronunciar "Larch" no Flying Circus dos Monty Python, nem nunca li livros sobre árvores. Estranhamente, sinto uma vontade terrivel de ler mais sobre elas... E se tal árvore existe mesmo, ou não...

Isto dá uma reviravolta no meu mundo. Pensava que "nature calls" era uma expressão britânica para dizer que precisavamos de ir ao WC, fazer algo "natural". Isto adiciona novos conceitos no meu dicionário enciclopédico de experiência de vida, vivida embora dormida. Estou mais habituado a ter sonhos ridículos em que eu saberia que a árvore era australiana porque começava a falar comigo e eu reparava no seu sotaque, dizendo que se chamava Bruce, e de repente começavam a tocar os Suicidal Tendencies acompanhados por Richard Clayderman no piano e Kenny G no saxofone que fazia headbanging (aquela gadelha há-de servir para alguma coisa, e não é para engatar mulheres - Kenny, amigo, esses caracóizinhos apaneleirados não te ajudam com elas, abafares aí o teu instrumentozito é que ajuda, "lose the curly shit", a não ser que estejas a pensar em juntar-te aos Cannibal Corpse, aí tens o meu aval, eles precisam dum gajo que saiba tocar nos seus instrumentos de sopro). Depois eu partia o microfone na minha cabeça (ou vice-versa), embebedavamo-nos e tinhamos sexo com ninfas, musas e virgens vestais. Isto é um sonho normal para mim.

É engraçado pensar que nós aprendemos relembrando. E que o sonho que tive foi uma memória distante de uma vida distante. Ou então tenho de deixar de beber café com chá de camomila antes de deitar todas as noites (não sei porquê, demoro sempre umas duas horas para dormir ou mais, coisa estranha não? será do chá?). Mas facto é que este fenómeno que supostamente não se passa num mundo real afecta o dito mundo real através de nós e na nossa forma de pensar e de agir. Foi algo que eu sei que não vivi mas que sinto que vivi. Sinto-o na pele, embora não tenha estado lá. Talvez a minha alma tenha deixado o corpo na Terra e tenha ido dar uma volta a um plano incorpóreo. Talvez seja isso que são os sonhos. Viagens por outros mundos.

Bem, divago bué.

Todos os sonhos têm um significado, diz-se. Não me apetece descobri-lo, sinceramente (ou talvez queira, mas sou demasiado preguiçoso para me dar ao trabalho). Apeteceu-me apenas partilhá-lo. E fico por aqui. Because nature is calling me. And me is feeling better after writing this. Feel free to share your thoughts about this. I'll see you in your dreams! UERUERUER!!!

sexta-feira, abril 15, 2005

É por isso que os poetas não são comediantes...

Tenho uma pergunta: "O que é uma piada poética?" Sinceramente imagino isso como uma piada tipo "knock-knock", mas mais tipo "ring-ring". (tão a ver a noção, né?)
Por exemplo: um poeta liga a outro poeta. "Olha amigo poeta, diz me aí palavras que rimem com «ha»." ao que o outro poeta responde "«ha ha ha ha ha ha»". Uma piada poética.

Não tinha nada melhor pa fazer.
"Já vi posts piores..." :º

terça-feira, abril 12, 2005

Bifinhos de Hamster com Cogumelos

Hoje, para fugir ao meu habitual conteúdo dos posts, vou começar por colocar questões que julgo pertinentes, algo que me fascina e me deixa num estado pensativo; Porque é que há máquinas de tirar fotografias no metro? Quem é que se lembrou daquilo? "ah, vou apanhar o metro, pelo sim pelo não, é melhor tirar umas fotografias para o que der e vier". E as pilhas ao pé do balcão do super-mercado? "bem, fraldas, laxante, escova de dentes...uhn...ah claro, pilhas! Ainda bem que elas estão mesmo aqui ao pé do balcão, era muito chato eu chegar a casa e não ter pilha no comando da televisão. Obrigado Pingo Doce, salvaste-me a vida". E última questão; porque é que todas as velhas têm um animal de estimação? a vida sexual delas é assim tão monótona? "filha, queres fazer aquela tal posição com o pepino e o arroz de atum?" "ah não querido, vamos antes comprar um gato estúpido que fica o dia inteiro à janela a olhar para as pessoas".
E agora a segunda parte do meu post. Uma dúvida que me assombra; o que é que acontece se eu espirrar e não fechar os olhos? O meu subconsciente avisa-me "fecha os olhos". Será que quando se espirra é momentaneamente aberta uma passagem para uma dimensão paralela onde as sanitas têm papel activo no governo? Eu sei o que se passa. Quando nascemos, é-nos implantado um chip que nos impede de espirrar de olhos abertos, de modo a ninguém ter acesso a essa realidade alternativa. Os esquimós são os habitantes dessa realidade, daí viverem isolados, porque uma organização secreta movida por um trato entre todas as nações do mundo assim o decidiu, achando melhor o homem comum não ter acesso à informação que eles têm. O que nós chamamos anões, são esquimós que conseguem fugir e intrometer-se na nossa sociedade com a desculpa de serem fisicamente diferentes.
Para finalizar, quero deixar aqui a mensagem de agradecimento à Scotex pela folha dupla.

terça-feira, abril 05, 2005

Mulata Peludinha procura Travesti na Casa dos 30 para Acasalar

Vendo bem, não tenho nada a escrever, só achei piada ao título.... e acho piada a tractores cor-de-rosa com luzes de neon laterais e volante forrado a pelúcia

Quem é vivo sempre aparece.

Pois bem caro leitor, para começar gostaria de me desculpar pela ausência de posts da qual tenho padecido no passado recente... (sim, como se os leitores realmente dessem alguma espécie de importância ao facto de eu os poupar às verborreias que aqui despejo...erm....quais leitores...)

Bem siga ao que interessa.
Como todos devem saber, o papa João Paulo II vulgo espargo cozido com chapéu ridículo em forma de bacalhau da Noruega, morreu... É verdade, morreu... Seja ele um verdadeiro saco de carne em cima duma máquina de lavar ou não, merece algum reconhecimento pois não é qualquer um que influencía a história dum século como ele o fez.

Por isso pergunto eu: Quem é que foi o anormal que vestiu o papa agora nestes dias do velório??
Quer dizer, alguém reparou nos sapatos que o homem trazia? É uma autêntica ofensa meus amigos!
Tiveram que deixar o homem morrer para lhe darem um ar abixanado... Também ele se terá candidatado à alteração de visual patrocinada pelo Castelo Branco??

Enfim, a ver se não teremos um novo papa com o nome de Maria Albertina I ou coisa que o valha.
Tenho dito...

quarta-feira, março 23, 2005

Matt Damon

Eu vou explicar melhor a parte séria do meu post anterior, já que a televisão é uma merda e não tenho nada de jeito para ler.
Começar do início (sempre bom para começar): aquando a adolescência, o ser humano sofre uma série de alterações físicas e psicológicas que o encaminham para a maturidade. Voz grossa, pêlos em locais diversos, pequenas concentrações de sebo faciais, etc. E é nesta altura que se começa a ter uma maior consciência do social, do que nos rodeia, ao invés do simples mundo familiar (vá lá, vocês percebem, não compliquem). Surge a necessidade de amigos. Amigos não isolados, ninguém tem 1 amigo no secundário, não se vai tomar café ou sair sistematicamente com 1 amigo. Mas com amigos. Esses amigos formam um grupo. Ora, se querem fazer parte do grupo, têm que se integrar. Se se querem integrar, têm que praticar aquilo que eu chamo "comprar o pacote".
O "comprar o pacote" consiste em admitir as propriedades comuns mais vincadas do grupo, mantendo alguns especificidades pessoais, em nome de um grupo sólido.
Há vários factores importantes e basilares que podem construir um grupo: música, política, drogas, etc. É o comprar o pacote que define essas propriedades.
O "gótico" que eu falei é o tradicional gajo que se veste de preto; ouve Moonspell, é deprimido, porque todos os amigos o são e tem a mania que é artista, principalmente poeta. Ora, eu nunca achei piada a poesia, muito menos à que eles fazem, que fica óptimo a coincidir com uma foto a preto e branco deles ou de Sintra no DeviantArt. Este pacote é um dos que, hoje em dia, acho mais ridículos. [pequeno copy/paste: Favourite genre of music: Melancholic Heavy Metal, Death Metal Melodico, Goth Metal, Industrial....omg]
Há também, por exemplo, os betos. Não os acho TÃO irritantes, mas são um pouco; eu não queria entrar em muitos pormenores, por isso... cabelo. Tipo, cabelo. Acho ligeiramente feio, o pior é que são cada vez mais com aquelas trunfas sebosas e oleosas a taparem a acne na testa com as suas sweats compradas numa surf shop com o seu photoblog com os ténis à skater porque eles não querem ser betos querem ser radicais, andar de skate fumar brocas beber cerveja. Blargh!
O problema disto? É que eu tenho moral para falar, eu já passei por isso, já tive que me moldar e adaptar a grupos, e terei sempre que o fazer para viver em comunhão com a sociedade. Mas no meu tempo não era assim (sou bué velho). Não havia escolas inteiras, alunos em massa a vestirem-se de igual. Oh claro, haviam uns quantos grupos diferentes, mas nada que se assemelhe a isto, a esta epidemia, este vírus! É UMA DAS GAITAS DO APOCALIPSE!
E porquê o meu desagrado? Porque existem. Porque entram no meu campo de visão e respiram o meu oxigénio. e diz o Oneiros "eles se calhar também não gostam de ti". Ok, whatever, eles que se quiserem que se manifestem, não precisas de defender os fracos oprimidos e ridículos. Aquelas franjas....Argh!
Bem, resumindo, é importante ter a noção que estes seres humanos andam aí, vazios de personalidade, com os seus pacotes atrás.e Diz o Oneiros "Tu também andas com o pacote atrás". Ao que eu respondo com um gordíssimo, majestoso e rebuscado UER.
Não ouçam só um género de música, não vão sair só para um género de sítio, não leiam as mesmas coisas, não vejam os mesmos filmes. Tenham as vossas preferências, mas não pelo grupo, pelo vosso gosto. Eu ouço Justin Timberlake, acho que o álbum tem uma construção muito boa a nível electrónico e uns grooves muito engraçados. A voz dele é entediante. Ouço porque gosto, não porque todo o meu grupo ouve. Sim, hoje escrevo história; Políticos deste país! Abram as portas para a cultura e encerrem as fronteiras para os imigrantes!

sábado, março 19, 2005

a regalia de ter um comando para o lavatório

Escreve-se muito em Portugal, tenta-se criar algo bom e criativo, mas só sai porcaria (ver DeviantArt). Pseudo-escritores surgem aos enxames, a incinerarem a língua portuguesa com os seus nacos de bosta, recorrendo à poesia para manifestarem sentimentos fatalistas que lhes fica bem ter. Isso irrita-me, mas seduz. Por isso, hoje vou presentear o leitor com a minha poesia. Chamo a este soneto "Fui à Sumália comprar pão-de-ló caseiro"

Tenho papel higiénico às cores
Para limpar o meu dejecto
Mas às vezes fico com tremores
E algumas dores no recto

Comprei folha macia
Para atenuar o sofrimento
Resultou em alguma azia
E um estranho corrimento

Triste sina ao limpar
O medo de magoar
O meu sensível bujon

Vou-me habituar
à ideia secular
de "à caçador é que é bom"

E pronto, agora em honra aos gós por esse país que sentem uma enorme dor de viver e que já mandavam um tiro nos cornos em vez de infestarem o espaço cibernáutico com a sua poesia, aqui vai o poema "sou gó, ouço Deity of Carnification e vou cortar os pulsos com um corta-unhas"

Ninguém gosta de mim porque sou diferente
Tenho uma vida de tédio e chata
Mas não me apercebo do meu cérebro dormente
E da minha existência comparável a uma barata

Estou farto da vida e quero tomar comprimidos
Porque os gós são todos iguais
Somos todos uns deprimidos
A tristeza dos nossos pais

Tenho um site na Deviant Art
Porque sou bué intelectual
Tenho fotos a preto e branco
E não tenho retenção anal

E fico-me por aqui, deixando claro que a poesia que escrevo É poesia, independentemente da falta de qualidade, mas se formos a ler certas escrituras que andam aí na net, isto é arte, da mais bela que existe.
Ah sim, não só os pseudo-gós me irritam, também não acho piada a esquimós e tenho medo de sofás azuis.

sexta-feira, fevereiro 25, 2005

Here I am, Once again, On the bottomless pit, Rock bottom I have hit...

E eis que mais uma vez me vejo forçado a escrever um post "sério". E por "sério" quero dizer que vou deambular sem coerência ou rumo pelos meandros da minha psiquê, ao invés dos mais tradicionais posts "não-sérios" que apesar de úteis e com a sua seriedade própria, não são aquilo que este vai ser... eu disse que ia pegar na coerência e atirá-la pela janela...

Buckle up...

Como aquele raro leitor frequente aqui d' O Dia Seguinte já terá percebido, não sou uma pessoa de fé. Faço dos deuses a minha (pseudo) humorística marca registada, com eles gozo, deles debato os meandros dos sistemas a que pertencem enquanto desmonto as possibilidades das suas existências "reais" independentes dos autos de fé. Por outras palavras, não acredito em deuses ou Deus, Alá, Buda (enquanto divindade Zen), Shiva ou o que lhes quiserem chamar. Posso ter uma paixão obecessiva com mitologias e teologias, mas não acredito na possibilidade física e meta-física da sua existência, como (por exemplo) o teclado em que agora teclo este texto, existe.
Mas minto. Sou uma pessoa de fé. Simplesmente não a coloco em símbolos iconográficos mais ou menos atrópomorfizados, cuja real função é imposição da figura paterna (ou materna) para manter um código de morais arbitrárias.
"Então e essa coisa que usas, e que é um símbolo religioso Oneiros?" diria o leitor que me conheça pessoalmente. Simples, uso-a por uma questão estética, identitária (depois de 3 anos e meio a usá-la começa a fazer parte de mim) e porque gosto das evocações simbólicas que ela me trás. Não que acredite na existência (ou não) de qualquer "poder" ou "entidade" ou whatever ligada à imagem. Mas como todo e qualquer bom símbolo, é portador de duas faces. A imagem tridimensional que compõe a sua essência real, ou seja, a coisa per se. E por outro lado, a mensagem transmitida e evocada pela sua mera presença, história e ligações processuais histórico-lógicas, ou seja, o que a imagem evoca. Símbolo, signo, significante e significado. Caso não tenha percebido o palavreado caro que estou a arremessar sem uma real preocupação de coerência (como já tinha dito) ou sequer sentido gramatical, estas quatro palavras e um bom dicionário devem ajudá-lo (se possuir dois dedos de testa) a perceber o que quero dizer.

Tudo isto para dizer que não acredito no que os católicos chamam Deus (ou Jeová), os Islâmicos chamam Alá e os antigos Egípcios chamavam a Casa de Heliópolis.

Apesar disso, às vezes penso que se de facto eles tivessem razão, então o Criador decidiu fazer uma piada cósmica a que chamou Oneiros...

Desengane-se já. Não vou fazer o "post do choro" em que exponho dramáticamente uma série de futilidades ocorridas recentemente que me levaram à beira do suícidio numa tentativa de chamar a atenção e/ou provocar comoções e/ou engatar alguma pita mais sensível que por desiquilíbrios hormonais ache que também ela é uma vítima do mundo cruel que nos rodeia.

Sim, o mundo é cruel. Sim, estou deprimido. Sim, estou assim por uma série de futilidades. Sim, estou a fazer um post. Não, não vou contar o que se passa (pelo menos não aqui), nem criar empatias com a EsKiZoFrÉnIcA16 que também é uma vítima cruel do sistema.

Apenas estou de novo com insónias, apeteceu-me vir fazer um post e não queria fazer um copy-paste-edit do meu último. Então decidi pegar num monte de palavras caras e atirá-las à vossa cara. Quem conseguir decifrar metade do que quis dizer na primeira parte do post, ganha um prémio.

Vou fumar um cigarro, escrever uma carta (e sim, na carta contarei o que se passa), e trepar paredes até desmaiar de exaustão como ontem...

Oni, signing off

segunda-feira, fevereiro 21, 2005

Quando ela foi buscar um raminho de salsa e voltou travesti

O que vou escrever neste post? Posso falar da tristeza das eleições, da supremacia da esquerda, mas não me apetece. Posso ainda referir a morte da irmã Lúcia, mas não quero ser pretencioso com piadas quanto às revistas que encontraram debaixo da cama dela da colecção "Africano e Monstruoso". E falar do retorno à faculdade não me parece indicado ou interessante. Posso falar da poesia em Portugal, a decadência completa de uma arte já por si má, como por exemplo "estou sozinho neste mundo, só me apetece cair num poço sem fundo" (consultar escritores da DeviantArt). Poderia falar de Elektra, esse filme cuja existência é tão agradável como aquele pedaço de bosta que se pisa e só quando já deixámos rasto pela casa é que damos por ele. É todo um mundo de assuntos que posso falar, mas escolhi o mais imperativo: a influência da colheita da azeitona e as suas consequências na produção de papel higiénico; tudo começou há 1 ano, quando Pancho, trabalhador da Scotex durante o dia e à noite transforma-se num copo de amendoa amarga, chega a casa e repara que não há azeitonas no frigorífico. Ele procura desenfreadamente nas mercearias, mercados... nada. Não há azeitonas. Pancho decide pôr um fim à sua vida, ficando a olhar fixamente para um ponto durante 8 horas até morrer de tédio.
Do outro lado, Gina, trabalhadora rural nos campos de azeitona do...errr... Azeiquistão (desculpem, não me ocorreu nada), decide interromper o curso natural da sua colheita e vai à casa de banho mudar o penso. Entretanto, esquece-se de lavar as mãos e, as azeitonas que colhe, estão agora infectadas com sífilis e pedaços de musgo proveniente das suas mãos sujas. Os camiões são carregados de azeitonas para fazerem a distribuição mas, o condutor de um deles, de etnia cigana, esconde um barril radioactivo que tinha roubado para... (que raio estou para aqui a vomitar?) para criar uma raça de Ultra-Ciganos que iriam dominar o comércio de rua a nível global. Ora, o conteúdo do barril mistura-se com as azeitonas infectadas com a crica suja da Gina e as pequenas bolinhas pretas ganham vida, sob forma de uma azeitona canibal que come todas as outras. Por isso é que Pancho se suicidou, apenas por uma porca esquecer-se de lavar as mãos.
Pretendo concluir com a moral da história: Os cães ladram e as galinhas enchem o papo, enquanto quem tudo quer semeia ventos e água mole em pedra dura.

terça-feira, fevereiro 15, 2005

Sim! Odeio Insónias!...

Ora, bem... como de costume, mesmo quando eu começava a julgar que me tinham passado as insónias, eis senão quando eles decidem regressar...

Sim, são 2h49m da matina... Não, não devo dormir antes das 6h00m ou 7h00m, isto claro está se chegar a dormir... Sim, estou aborrecido... Não, não tenho nada para fazer...

Ou por outra ter, até tenho, mas nada que queira ou deva fazer com o temperamento, disposição e estado intelectual do momento... por isso decidi vim mandar aqui umas postas de pescada que isto tem andado muito parado...

Está parado, evidentemente porque tanto eu como os meus companheiros bloguisticos temos estado ocupados com as nossas respectivas vidas pessoais... ou então não!

Os outros não sei de nada, mas pela minha parte, tenho andado entre exames, trabalhos e o trabalho (e sim, são diferentes mas não me apetece explicar-vos nem me sinto compelido a dar-vos satisfações), sendo que na última semana é que estive extremamente desocupado, mas também preguiçoso demais para vir aqui perlar-vos com a minha sabedoria, e graça divina (ou então não). Ou então pura e simplesmente estava (e estou, confesso) sem ideias para blogs dignos do nível qualitativo e intelectual (e humorístico) a que já vos habituei meus fieís súbdi... leitores!!

Sim, este blog está a ser um verdadeira e autêntica merda... eu disse que não tinha ideías...

Ocorreu-me agora que poderia falar dos filmes recentes que tenho andado a ver... mas não... a Elektra é demasiado mau (senão mesmo o pior filme que já vi), o Blade Trinity não lhe fica muito atrás e o Closer (visto ainda hoje) é uma real seca (tirando as cenas no clube de strip com a Natalie Portman em fio dental e a despir-se por tudo e por nada (pena que os ângulos de câmera que o paneleiro do realizador escolheu não deixem ver nada a não ser um belo rabinho) enquanto o Clive Owen lhe grita obscenidades), e assim de repente nem me lembro de quais foram os outros filmes que fui ver recentemente... de tão bons que eram... tenho de começar a ir ver mais cinema português se calhar (neste momento estou a acordar os meus velhos e os vizinhos com as gargalhadas)... ou então devia deixar de ir ver todo e qualquer filme que apareça nas salas... no mínimo devia ser esperto e tirar o passe de cinema e deixar de gastar balúrdios em cinema, passando a gastar 13€ por mês...

Acho que me vou é calar e desligar esta porra que este sim, é sem dúvida alguma, o PIOR blog da história do universo dos blogs...

Odeio insónias...

quarta-feira, fevereiro 02, 2005

Shed My Skin Again, This Will Be My Best Revenge

Se um homossexual semi-nu vegetariano como o Dalai Lama promove ao povo as suas ideias de como se viver bem de acordo com o que um homossexual semi-nu vegetariano pensa que é o melhor, também eu o posso fazer, não que seja homossexual ou vegetariano, mas já que estou semi-nu, vou enunciar umas regrazitas de ouro de como se viver bem
1 - use uma arma. O próximo não te vai amar, no mínimo vai-lhe roubar a carteira ou sodomizá-lo nas traseiras de uma pastelaria.
2 - use uma arma. Really.
3 - aprenda a ignorar certas presenças, mesmo que alguém diga "o Fábio quer comer o Xavier e tu és a seguir na lista dele". Pense que mesmo que o Fábio o apanhe, os pássaros continuarão a esvoaçar graciosamente nos céus. Para ajuda com o Fábio ver número 1 e 2.
4 - o Fábio não é meigo; conheço um gajo que foi apanhado por ele e ficou de cadeira de rodas. Hoje em dia, cada vez que vai mijar tem que se descalçar e cantar a Desfolhada.
5 - Faça amigos nos mais diversos grupos. Assim, além de alargar o seu conhecimento sobre a vivência humana, sempre tem uma série de mânfios pa chamar quando alguém o ameaçar de porrada.
6 - Esses amigos não chegam para o Fábio. Nem uma arma.
7 - lide com o seu vómito como lida consigo. O vómito é uma extensão da alma, da nossa existência etérea que ultrapassa qualquer plano ou mundo. Acariciar o vómito é acariciar a sua alma, encontrar o seu "eu" e viver em paz. Não o faça em público.
8 - Numa visita a uma prisão nunca puxar as calças para baixo em frente a um recluso e gritar "Este frango ninguém trincha!". Não esqueçamos que não há pena de morte em Portugal e que mais tarde ele pode vir atrás de nós.
9 - Não gaste o dinheiro em coisas essenciais; gaste antes em futilidades. Fica-se mais contente quando se compra um DvD do que quando se paga a renda.
10 - Quando o Fábio chegar, feche os olhos e imagine-se num belo dia de Primavera com uma aragem fresca, a saltar pelos campos e a colher florzinhas, enquanto um urso castanho o empala com o seu bastão.

terça-feira, janeiro 11, 2005

De Mortalidade, Efemeridade, Fragilidade e outras parvoíce acabadas em "ade" como Pirolito e Carro Eléctrico...

(tenho de pagar direitos de autor a um certo amigo meu por aquele título... ou melhor ao avô do meu certo amigo... adiante)

Por motivos de força maior, a vossa divindade preferida, e eterno bloguísta de má-qualidade Oneiros (para os mesmo muito estúpidos, sim estou a falar de mim mesmo), foi forçado a ausentar-se todo este tempo da vossa presença. Espero que na minha ausência (não muito prolongada apesar de tudo, desta vez) tenham encontrado outras drogas contra o tédio e mau humor, e que não estejam em ressaca de Oneirisse (sou mesmo um génio, até já invento doenças com o meu nome e tudo). Bom! Primeiro, e óbviamente (e não que me esteja a justificar, estou apenas a debitar letras apra aumentar o tamanho do post, afinal tenho de manter a reputação de não conseguir fazer posts com menos de 5 écrans (em definição de 1024x768 píxeis)), veio a ronda dos anos e do Natal que me assola todos os Dezembros, após a qual o tradicional Ano Novo (e que passagem por todos os deuses, só a mim...), após o qual se iniciou a época de frequências em que nos encontramos, e voltei instantâneamente a ter tempo para blog ínuteis (ou então não). Por fim, este fim de semana adoeci com uma virose gripal que me deu 39º5C de febre entre outras coisas, pela qual tive de faltar a uma frequência que fui hoje fazer em fase de recuperação (minha e da frequência) e com dois trabalhos e outra frequência mesmo aí no horizonte... mas hoje, tendo tido um dos meus ínumeros rasgos de génio e algumas horas nocturnas livres vim postar e aqui estou... e agora para o post, propriamente dito (sou mesmo bom, não sou? Ainda nem comecei a falar do que quero e já devo ir no écran e meio):

Como referi, adoeci... gripe... o típico para o comum dos mortais que residem nesta esfera, a esta latitude, longitude e altitude (já agora as respectivas de Lisboa são aproximadamente 38°42' Norte, 9°11' Oeste e 60m se não sabiam), para esta altura do ano... mas repara o regular e atento leitor (se é que temos/tenho algum): "Mas então, oh Oneiros, tu não eras um Deus Imortal?"

Primeiro, minha besta, se és assim tão atento e regular (e leitor já agora), então aprende que não é um Deus, é O Deus.
Depois, e respondendo à tua pergunta, sim sou, mas quando fazes apostas idiotas com parentes divinos sobre passar uma existência mortal, como um (mortal), então tens de te submeter realmente a todas as experiências mortais abdicando das tuas capacidades divinas, como saúde, omnipotência, omnipresença, etc, etc... na verdade nem podes escolher exatamente que mortal vais ser... para aqueles de vocês que jogam ou conhecem Role-Play, digamos que temos de criar um "mortal" como se criam personagens... apostei na memória e arrogância com esta carcaça frágil, há que sofrer as consequências noutro lado, como saúde ou beleza. Que raios, quando nos dizem "e se passasses uma mortalidade (é o que nós seres divinos chamamos ao espaço de tempo que leva a vocês percorrerem o vosso caminho, leia-se, a quinarem) como mortal?", eles querem mesmo dizer mortal... tenho de passar por TODAS as fases ínuteis da vossa efémera existência... pré-nascimento, nascimento, infância e por aí adiante... que raio...

É a ultima vez que me apanham a ir beber umas cornucópias de ambrósia com o Destino... geeeez...

E assim, acontece que também eu, apesar de natureza real divina, me vi a braços com um vírus (não sei o que deu na bolha da Natureza para criar essas criaturazinhas chatas... ah! Sim, claro, controlo de população, agora me lembro). E deixem-me que vos diga: os vossos corpos são uma tristeza... uma célulazinha de nada começa a multiplicar-se dentro de UMA das vossas milhões de células próprias, e ficam logo num estado lastimoso, aquecem, sentem arrepios, frio e calor ao msemo tempo... baaaaaaah... às vezes pergunto-me porque é que ainda não acabámos com a vossa miséria à larga escala... e depois lembro-me das figuras que fazem ocasionalmente, leia-se A PORRA DO TEMPO TODO, e vem-me logo um sorriso macabro ao lábios e lá acho que devem continuar a existir...

E pronto... já não me apetece falar mais de doenças...


NOTA: num assunto nada relacionado com o anterior, mas dentro do (abrangente) tópico deste blog, segundo parece a Operação Renascer (ou lá como se chamava) efectuada pela RTP para angariar fundos para o Sudoeste Asiático foi um sucesso estrondante, e outras operações semelhantes de solidariedade a nível nacional (i.e.: das outras cadeias televisivas, bancos, e afins), também não se estão a dar nada mal...
Dois pontos:

- O ainda Ministro das Finanças Bagão Félix deve estar a arrancar cabelos em agonia e desespero enquanto pensa "Meu Deus!! Um milhão e meio de Euros que estes panascas dos meus compatriotas atiram para um fundo incógnito de ajuda a uma situação largamente anunciada pela mesma entidade que está a receber o dinheiro (leva-me a pensar se a RTP e outras cadeias televisivas não terá encenado as imagens e notícias para depois fazerem esta operação e embolsarem o guito) e o Orçamento do Estado todo cheio de buracos para remendar... com esse milhão e meio de euros sempre conseguia tapar o buraco criado pelo meu iate novo, e assim só se fodiam o Santana e o Portas mais aos casinos e helicópteros deles... porquê?!?!?! Porque é que eu não me lembrei de fazer uma Operação Coração, qual Benfica de Vale e Azevedo, para sacar o dinheiro que eu gastei ao povo, e assim equilibrar as contas públicas?"

- Eu próprio começo a indagar-me se não deveria abrir uma linha dessas que me dá 60 cêntimos por cada chamada que para lá for feita... podia chamar-lhe Operação Enriquecer o Oneiros e dizer que era uma campanha de solidariedade, em que todos os lucros reverteriam a favor do MEU Sudoeste Asiático... fica ali para os lado da nádega direita, e foi recentemente atingida por um Tsunami, proveniente do Oceano Anûs... milhares de células epidérmicas foram atingidas e precisam urgentemente da sua ajuda... lembre-se toda a ajuda é pouca, e além disso o Oceano Anûs é famoso por projectar os seus Tsunamis pelo menos uma vez ao dia, pelo que deve ligar uma vez por dia (e eu assim nem precisava trabalhar para receber um income diário de algumas dezenas de milhar de euros... ai se a vida fosse assim tão simples...)

quarta-feira, dezembro 29, 2004

Os três amigos 21 e o Próspero Ano Novo

- Olá! Eu sou o Ano Novo. E quem são vocês os três?
- abadadandandandadaraaaaaaaaaaaaam uer ahuirihuat i-tchini-tchini aaaaaauuuuuurrrrffffff GANGANGANGAN arlarlarlarlarlarlarlarlarlarla patum-patatxum o Axl Rose é fag biriruiaiaiaiaiaiaiai aik aik aik aik aik aik aik TOROTOROTOROTOROTO....OTOROROTO.... OROTO....ahem... nós somos os três amigos 21, possuidores de um léxico deveras extenso, mas somos todos esquizofénicos e a nossa segunda personalidade é portadora do sindroma de Down, conhecido por trissomia 21 ou monglodismo. Normalmente chamam-me Jeremias, mas o meu outro eu chama-se Dandãrantararam-tanana-ahirfi. Os amigos tratam-no por Joca.
- Ah ok. Eu também só vim buscar um raminho de salsa e comprar analgésicos ali no quiosque.
- já fechou, Sr. Ano Novo.
- ah... ok... então... vou para casa descongelar os bifes para amanhã.
FIM

Ok, ok, estou um pouco entediado... bom ano para todos e uma óptima crise económica

sexta-feira, dezembro 17, 2004

Ein Volk, ein Reich, ein Fuhrer

Ok, let's begin. Como o Oneiros referiu, se as ideias de Hitler tivessem prevalecido, eu seria exterminado. Teoricamente isso acontecia, mas se assim fosse, será que o Eixo teria sido criado, em que arianos lutavam ao lado de italianos?
O post que escrevi anteriormente era mais para a piada, embora não a tivesse, apeteceu-me escrever (agradeçam ao 25 de Abril eu ter liberdade de expressão para escrever barbaridades, e não se armem em fascistas a tentarem cortar as amarras da liberdade que me prendem...SALAZARISTAS!). Não fui lá muito específico com o que queria dizer; reconheço a utilidade da mão-de-obra, e considero os imigrantes trolhas o papel higiénico do cu que é o nosso país. Mas é um papel de má qualidade, cuja micro-prefuração deixa passar uns restícios indesejados. São esses restícios de que me queixo, pois são eles que sujam os dedos da sociedade (neste ponto, ganhei consciência da metáfora incrivelmente estúpida que estou a utilizar, mas não me apetece reescrever). É a criminalidade, máfia, drogas, assaltos, cheiros no autocarro. Por mais que usemos água, o cheiro persiste, mesmo que levemente. Com o passar do dia, ignoramos a presença desse stinky finger, mas basta olhar para ele ou coçar um olho que lá está; a prova do papel higiénico que, deveria fazer o trabalho sujo, mas que é de fraca qualidade.
Não posso olhar para o imigrante como apenas mão-de-obra, porque com um simples ucraniano chamado Igor não está la só "Igor, o trolha", mas sim Igor, uma célula proveniente de outro sistema que arrasta consigo a sua cultura, costumes, língua e religião. Como ateu, a religião não me aquece nem arrefece que seja afectada pelo exterior, pessoalmente defendo que as Igrejas todas de Portugal deviam ser encerradas e transformadas em hospícios, bordéis e salões de jogo. Mas é como um vírus, quantas mais células nocivas estiverem presentes, maior será a infecção. Mais o nosso país, pátria nação é contagiada. E assim Portugal passa e tudo esmorece; antigos senhores do colonialismo e da descoberta, somos uma sociedade (a nível urbano) defeituosa, como se fosse uma sopa deixada há muito no frigorífico e estivesse a ganhar parcelas dispersas de bolor.
Não achei nada de "esquerdista" o comment do Tecnocrata, se o fosse, acho que daria alguma importância ao imigrante enquanto ser humano, e não como um burro de carga. Concordo que eles tenham o direito de recorrerem ao nosso país para enriquecerem, mas eu quando visito alguém não lhe vou exigir seja o que for, sou apenas um convidado. O que acontece é o abuso, é a violência inerente a certos imigrantes que herdaram da sua suposta pátria.
Anyway, os portugueses são preguiçosos, somos os fundadores do sebastianismo que só mostra que estamos à espera de um milagre que nos salve (in Jorge Dias). Tanto o somos, que precisamos dos outros para fazer de nosso papel higiénico. Acho que se devia trabalhar mais (falo por mim) e criar o nosso próprio método de limpar o cu. É utópico, nascemos para o lazer e a boémia.
E apertar com os imigrantes, não? Ok, deixamos os gajos entrar, mas que tal algum controlo? Que tal recorrermos à pena de morte no país? Um preso dá muita despesa ao Estado, centenas que existem pelo país dão muita mais. E porem presos portugueses a substituirem imigrantes em certos trabalhos? Mão-de-obra grátis? Não! Gratuita! Condena-se um gajo por tentativa de homicídio...vá, 5 anos. Nesses 5 anos vai servir de trolha numas obras quaisquer. E TAU! Homicídio? Prisão perpétua a servir os interesses do estado ou garganta cortada (cadeira eléctrica gasta muita electricidade para torrar um gajo). Todos dizem "ah, vamos deixá-los vivos, afinal são seres humanos coitadinhos". Ok, mas acabaram com a vida de outro ser humano. Deixá-lo a apodrecer numa prisão é sadismo HAHAAH CABRÃO SOFRE AÍ! Acaba-se logo com o sofrimento, tal cavalo doente, ou usa-se o cabedal para partir pedra nas obras. Reduz-se a utilidade do imigrante. Reduz-se o número de imigrantes por ano. Aumenta-se o bem estar. Melhora-se Portugal. Acabei. Sim, gosto de divagar. Processem-me!

P.S. Não digo que todo o imigrante seja maligno, digo que todo o imigrante que vem viver às custas de Portugal e acaba por só fazer merda e perturbar o doce leito do rio que é a sociedade é maligno.

quarta-feira, dezembro 15, 2004

Plagio ou Merda?

Talvez o leitor tenha esperado pacientemente por um post meu, talvez o mesmo não consiga passar sem as letras que eu largo por aqui, se não é nem uma coisa nem outra então desejo que o estimado leitor morra de uma doença venérea e apodreça eternamente no inferno (pois não quero ir lá parar sozinho).
hoje vou falar de uma premonição que tive há uns tempos... Após uma breve consulta dos arquivos deste blog, o leitor pode ler que uma altura escrevi um post que contava a história de um rapaz espanhol que mutilou e matou a familia com uma espada de samurai; logo nessa altura disse que a sociedade se encontrava numa fase em que abundavam maníacos e psicopatas (talvez não por estas palavras mas foi o que dei a entender), referi também que pelo andar da carruagem estavamos sujeitos a que se voltassem a verificar episódios parecidos ou ainda piores... Mal sabia eu o que iria acontecer passado um ano.

Para meu espanto, na passada semana um jovem de Ponte de Lima "decidiu" matar a mãe e a avó exactamente da mesma maneira que o colega espanhol tinha feito...
Isto é inadmissível, revela uma falta de originalidade gritante; ao que parece o jovem era uma espécie de fanático por artes marciais, não devia era ter nada naquela tola para fazer o que fez... ainda por cima a plagiar a obra de outros "shame on you", era muito mais original ele apanhar a família a dormir e preparar um belo pequeno-almoço cheio de 605 forte, e então aí sim mutilar os corpos e colocá-los em saco pretos do lixo.

Como é que este país há-de avançar assim? Somos uma cambada de plagiadores, ainda se fossemos bons plagiadores talvez se percebesse; até porque não é vergonha copiar o que está bem feito, agora nós copiamos mal.

Já agora nas legislativas não se esqueçam de cumprir o vosso dever civico e vão fumar umas brocas para a tendinha do Bloco de Esquerda, se não puderem mandar na esquerda usem a Direita...se não puderem usar nenhuma delas........ Fodam-se.

Bom Anal e Feliz Ânus Novo.

quarta-feira, dezembro 08, 2004

Meine xenofobien

Primeiro, quero deixar claro que neste post vou apenas referir-me a teorias minhas, e que não falo por mais nenhum d' O Dia Seguinte.
Ok, agora vamos ao que interessa. Comparo as minorias étnicas a cães pequenos. Todos nós gostamos de ter um em casa que nos traz os chinelos e o jornal em troca de restos do almoço; ambos cheiram mal da boca e têm uma forte tendência para a irracionalidade (ver Zona J).
Todos têm traços muito animalescos, os africanos a macacos, os orientais a peixe-espada, os indianos a caril (quem não gosta de ver uma manada de "caris" a correr nos prados?) e os ucranianos assemelham-se vagamente a seres humanos. Ambos fazem merda na rua. O diálogo com um deles lembra vagamente o sermão do padre António Vieira aos peixes, onde há um monólogo extenso e como resposta um grande, gordo e extravagante nada. Martin Luther King sonhava com um sítio em que a raça negra não fosse descriminada, os cães pequenos com cama, comida e sítio para cagar (parecido, né?); Ghandi queria a independência da sua nação, os cães não gostam de usar trelas; Mao Tse Tung era comunista. Os cães gostam de partilhar os seus orifícios com os outros.
As minorias étnicas e os cães gostam de se misturarem com outras raças. Um gajo preto com uma gaja branca (loura de preferência para as conversas não se tornarem muito complexas para nenhum deles). Um Bulldog com um Shitzu (bullshit).
Todos gostam de invadir o espaço alheio; os cães o quintal do vizinho, as minorias Portugal.
Finalmente, quando se vê um a correr na rua, ou é o dono atrás do cão, ou a polícia atrás do ladrão.

sexta-feira, dezembro 03, 2004

É Natal é Natal, e ninguém leva a mal...

... ou algo assim do género.

Pois caro leitor, eis que voltamos mais uma vez a esta bela época do ano em que meio mundo faz anos, mas todo o mundo celebra o aniversário daquele que já nem ossos é... vou-vos contar uma estória, já há muito devida e por mim prometida... aqui vai:

Era uma vez (como todas as boas estórias que se prezem, começam com "Era uma vez...") numa terra muito, muito distante (todas as boas estórias que se prezem também se passam muito, muito longe, "in a galaxy far far away...") um pobre carpinteiro que havia casado com uma pobre virgem. Eram pobres mas felizes (não sei porquê, mas todos os heróis de todas as estórias (que se prezem) também vêem sempre de famílias muito pobres e geralmente felizes ou em vias de se o tornarem), e apenas um pequeno promenor estragava a felicidade do nosso pobre carpinteiro... sua esposa insistia em manter a virgindade. E assim vivia o nosso pobre carpinteiro, feliz mas sem sexo (esta estória começa a soar muito suspeita não sei porquê...). Até que um belo dia, a sua esposa anunciou que estava grávida, mas que ainda era virgem. "Foi o Espírito Santo, homem, foi ele que me engravidou. Chama-se imaculada concepção, e o meu filho vai ser o Salvador". A esta espantosa afirmação o pobre carpinteiro, depois de recuperar do choque, respondeu "Salvador o caralho!!! O raio do catraio vai mas é chamar-se Jesus que isto aqui é a Mesopotâmia e os meus amigos do prostíbulo iam achar estranho se o meu filho não tivesse um nome Mesopotâmio... e olha, aviso-te já que vamos mas é emigrar para o Egipto porque por aqui todos vão saber que me meteste os cornos oh vaca do caralho... és virgem és... e não penses que isto fica assim minha puta!!!".
E foi assim que após o tal Jesus nascer que a família de carpinteiros migrou para o Egipto. A vida de Jesus foi curta mas cheia de eventos, desde três gays magos que lhe ofereceram prendas gay para assinalar o seu nascimento (a sério quem é que oferece ourina, incenso e mirra? Dêem mas é umas playstation ao puto para ele crescer psicóticamente saudável como todos os outros putos), até soldados romanos a tentar encontrá-lo por todo o império oriental (que nesta altura já os romanos tinham dois impérios), e um bando de "colas" (doze para ser mais exato) que depois de muitas brocas fumarem acharam que ele era o Messias (quando na verdade, como já vimos era Jesus e não Messias ou Salvador ou qualquer outro nome idiota) e punham num pedestal. Jesus teve uma vida boémia. Bebeu até achar que o vinho era o seu sangue (e de facto devia mesmo ser, que com uma taxa de alcoolémia como a dele é mais vinho que sangue), comeu até achar que o pão era o seu corpo (aqui atribuo as culpas inteiramente às drogas alucinogénicas e ao álcool), fodeu com putas (*COF*Maria*COF*Madalena*COF*) e vendeu drogas até paraplégicos acharem que andavam e cegos acharem que viam. Aconselhou os fracos a terem orgulho na sua fraqueza, e nunca teve um dia de trabalho honesto. Não seguiu o caminho do pai e não enverdou pela carpintaria, preferindo gastar os seus dias a vender drogas, beber álcool e debitar asneiras para os doze colas que lhe achavam muita piada... até que um dos colas se fartou e achou que era melhor por o "Messias" a render. O resto contam os padres que ele sofreu muito e foi picado e cortado e torturado... enfim todos vimos A Paixão de Cristo. Na verdade com a quantidade de drogas e álcool que ele tinha no sangue eu pessoalmente duvido que tenha sentido mais do umas comichões nos pés e nas mãos... mas isso são interpretações.

E agora, dois mil e quatro anos depois (fora uns quinze anos que se esqueceram de contar, aparentemente), todos os anos o deus Capitalismo verga-nos a vontade e força-nos todos a congregar aos seus templos do consumo como o Vasco da Gama ou o Colombo para, por umas dezenas valentes de contos (na moeda antiga), "celebrar-mos" a vida deste bêbado, drogado, dealer, slacker e gigolo que era o menino Jesus, sob o pretexto da solidariedade e comunhão dos povos e yada-yada-yada o mundo é cor de rosa e somos todos felizes...

E algures na Mesopotâmia, no próprio lugar onde o tal Cristo nasceu, um muro a que chamam cerca de quase 800 kilómetros está a ser erguido para separar dois povos que partilham o mesmo espaço, recursos e território à mais de 5000 anos...

É como diz Bill Watterson (criador do Calvin & Hobbes seus ignorantes) "O Natal é isto: programas de TV de hinos a louvar a paz e harmonia, interrompidos de 7 em 7 minutos por anúncios a louvar o consumismo e a ignorância" (ele não diz exatamente assim, mas é como eu vejo).

Viva o Natal!!