Quando o apocalipse climático chegar e as calotas polares derreterem, recomendo a toda a gente (especialmente às mulheres) que ponham silicone nas mamas.
Assim, terão sempre uma ajuda para não ficarem submersas quando a água cobrir esta merda toda.
O Trump é que a sabe toda!
segunda-feira, janeiro 20, 2020
sexta-feira, janeiro 17, 2020
Akvavit
O melhor remédio para a ressaca é continuar a beber.Por essa lógica o melhor remédio para a angústia existencial é continuar a existir.
Isso ou laxantes... diz que também resulta.
terça-feira, outubro 22, 2019
Osculum Infame
Nem tudo o que reluz é oiro, o André Ventura anda a usar o Benfica para instrumentalização política, mas ele diz que não é xenófobo nem racista.Ele tanto aperta a mão a um branco como o pescoço a um preto... ou cigano...
O CHEGA está no Parlamento. Algumas pessoas foram votar de rastos e a andar para trás.
sexta-feira, outubro 18, 2019
Show them no fear. Show them no fear.
Problemas com identidade de género são, geralmente, performatividade.Eu pessoalmente gosto muito de ostras, mas só com um bocadinho de sumo de limão.
quinta-feira, outubro 17, 2019
Deity of Carnification
Ó Zé, eu vou-te dizer uma coisa... Tu espremes, espremes, espremes e não há hipótese.Disse o cozinheiro Abílio ao seu ajudante momentos antes de se suicidar ao enfiar a cabeça na fritadeira.
Toda a gente dizia que o Abílio parecia sempre feliz, contente e sorridente
Os peixinhos da horta e as pataniscas nunca foram tão saborosas como naquele dia.
Vai chover... Vai tu!
O Doutor Baltazar, conhecido grão-mestre da loja maçon da Avenida Duque de LoL, foi um dia às meninas e após chegar com uma ao quarto de hotel descobriu que, afinal, ela tinha um mangalho de 15 centímetros.Ele não se foi embora...
quarta-feira, outubro 16, 2019
A patologia da escatologia
Desde 2003 (data de fundação deste blog) que muita gente, e por 'muita gente' quero dizer ninguém, se pergunta quem eu na realidade sou.
SOU O BELZEBÚ! E VOU-TE COMER O CÚ!
SOU O BELZEBÚ! E VOU-TE COMER O CÚ!
quarta-feira, dezembro 29, 2010
Novidades Fresquinhas
Quem nos conhece e acompanha ou acompanhava este blog com regularidade, sabe que dificilmente encontrará aqui algum assunto discutido em registo mais serio.
Afinal de contas, neste pais onde se fala tanto em crise e que as pessoas andam deprimidas e mais isto e aquilo, sabe sempre bem deixarmos as preocupações de lado e pura e simplesmente lermos uma boa verborreia a moda antiga e rir... Sim, simplesmente rir... Ou ficar com náuseas, isso também resulta para nos.
Foi sempre o propósito deste blog desde o inicio, ser um espaço de descarregar de tensões, onde opiniões poderiam ser expressadas como as pessoas bem entendessem, da forma como quisessem e lhe apetecesse. Sempre foi essa a essência d'O Dia Seguinte.
Como "bloguista", tenho umas novidades na calha que serão atempadamente comunicadas... Irei criar também a pagina do Facebook para o blog.
Anyway, estejam atentos as novidades vindouras.
Foda-se!
Afinal de contas, neste pais onde se fala tanto em crise e que as pessoas andam deprimidas e mais isto e aquilo, sabe sempre bem deixarmos as preocupações de lado e pura e simplesmente lermos uma boa verborreia a moda antiga e rir... Sim, simplesmente rir... Ou ficar com náuseas, isso também resulta para nos.
Foi sempre o propósito deste blog desde o inicio, ser um espaço de descarregar de tensões, onde opiniões poderiam ser expressadas como as pessoas bem entendessem, da forma como quisessem e lhe apetecesse. Sempre foi essa a essência d'O Dia Seguinte.
Como "bloguista", tenho umas novidades na calha que serão atempadamente comunicadas... Irei criar também a pagina do Facebook para o blog.
Anyway, estejam atentos as novidades vindouras.
Foda-se!
sexta-feira, abril 23, 2010
dogs of war
e deu-me a inspiração numa destas noites, a ler pura poesia do Seph. Comovido e com alguns gases, inspirei os versos e soltei os meus próprios. Aqui vai
"Requiem Por Uma Rima Forçada Que Só Aparece No Final"
meu pardal meu pardal
minha rosa no canteiro
meu alecrim com cheiro
minha sinfonia de Chopin
meu algarvio com tia alemã
ah pardal pardalano
cantas para mim e para o cigano
melhor que uma cigarra ou um tucano
és o rei da melodia
és o mais famoso pardal da mouraria
mas pardal pardalito
tens um cheiro esquisito
e cantas como o Danny Devito
às vezes apetece-me dar-te porrada
ou amordaçar-te e deixar-te a dentro de um saco na estrada
oh pardal pardalinho
que tanto cantas no teu ninho
qualquer dia vou-te ao focinho
faço-te uma espera à porta do trabalho
com os meus amigos da tasca, o Silva e o Carvalho.
chiça pardal, pardal
meu inutil animal
minha ceifeira de portugal
meu semáforo emocional
meu grande atrasado mental
Minha grafonola desregulada
meu Nel Monteiro de rotação alterada
meu bacalhau sem alho
minha palha mulher do palho
pardal pardaralho
és um chato do caralho.
e um pequeno bónus, também de poesia, mas desta vez importação dos haikus japoneses para a versão portuguesa que se está a cagar para o número de sílabas. Chamo-lhes Haikumi Tuakota
[ cai a neve e
na mesa de cabeceira mais
uma nota de um cliente ]
[ao contrário do difícil de olhar para o sol
a tua mãe
é facil]
[o urso e a lebre
em nada se comparam
à cabra da tua mãe]
[se a tua mãe nevasse
e tivesse nome de estação
chamava-se 5 Euros]
[tal como as folhas perdem cor no Outono,
também a tua mãe
cobra mais na Páscoa]
quarta-feira, abril 14, 2010
ESPARTA!!!
Porque é que algumas pessoas ficam com o síndrome Rei Leónidas quando carregam guarda-chuvas no metro???
domingo, abril 11, 2010
Domingo
Na tradição estival deste blog e a pedido de muitas famílias, aqui regressa uma tradição literária d'O Dia Seguinte.
Enjoy.
Boas novas chegam, toda a gente regozija
A tempestade passou e agora reina a calmaria
Estava a fazer uma mija,
e agora "BOLAS!" com a excitação falhei a merda da pia.
Tinha acordado mesmo há pouco
Ainda estava meio a dormir
Só me apetece dar-te um soco,
Minha puta porque te estás a rir?
Agora mijei as calças todas
e tu estás para aí a gozar,
vou mas é à rua ver como param as modas
Para esse focinho eu não te arrebentar.
Saí todo fodido
Que me olvidei de me mudar
Saí com as calças manchadas
Nao era segredo que acabei de me mijar.
Ao sair porta fora,
Os oculos de sol estava a por
Continuei sem domora
senti de seguida um odor...
Ao descer a calçada reparei
Mas que merda de dia,
Bosta de cão eu pisei
"Ai a cona da minha tia!!"
Numa esplanada decidi sentar-me
Puxo dum cigarro e deixo-o repousar no canto da boca
Tudo isto já estava a irritar-me
Esta gente faz-me saltar a touca!
Tomei o meu café,
A pensar de mim para comigo
Será que sim, será que consigo
Aguentar um cagalhão debaixo do pé?
A certa altura dei por mim a pensar
se o cócó seria de cão
Se de cão não fosse, pobre cú de onde saíu este cagalhão.
Enjoy.
Boas novas chegam, toda a gente regozija
A tempestade passou e agora reina a calmaria
Estava a fazer uma mija,
e agora "BOLAS!" com a excitação falhei a merda da pia.
Tinha acordado mesmo há pouco
Ainda estava meio a dormir
Só me apetece dar-te um soco,
Minha puta porque te estás a rir?
Agora mijei as calças todas
e tu estás para aí a gozar,
vou mas é à rua ver como param as modas
Para esse focinho eu não te arrebentar.
Saí todo fodido
Que me olvidei de me mudar
Saí com as calças manchadas
Nao era segredo que acabei de me mijar.
Ao sair porta fora,
Os oculos de sol estava a por
Continuei sem domora
senti de seguida um odor...
Ao descer a calçada reparei
Mas que merda de dia,
Bosta de cão eu pisei
"Ai a cona da minha tia!!"
Numa esplanada decidi sentar-me
Puxo dum cigarro e deixo-o repousar no canto da boca
Tudo isto já estava a irritar-me
Esta gente faz-me saltar a touca!
Tomei o meu café,
A pensar de mim para comigo
Será que sim, será que consigo
Aguentar um cagalhão debaixo do pé?
A certa altura dei por mim a pensar
se o cócó seria de cão
Se de cão não fosse, pobre cú de onde saíu este cagalhão.
sábado, fevereiro 27, 2010
HOUVERAM!
Pois é caríssimos amigos, eis que chegou um momento inevitável na existência de qualquer espaço de opinião na Internet em que vem um "chico-esperto" qualquer, que provavelmente visita o nosso espaço nos intervalos entre a pornografia e as novelas da TVI, fazer observações insistentes e sucessivas em diversos posts sobre eventuais, e note-se o ênfase no 'eventuais', erros de gramática.
Ora bem, a isto chama-se nos meios 'internéticos' de Troll, querendo esta expressão indicar uma pessoa que sendo um pária da sociedade e provavelmente abusado sexualmente pelo vizinho, que o enganava ao dizer que a ponta da gaita sabia a gelado de morango, passa o seu tempo a fazer alarde dos seus dotes intelectuais num meio onde pode passar por "Anónimo"... Entrando aí a web.
Quero só aproveitar para agradecer a essa pessoa, a importância que dá a este nosso pequeno pedaço de paraíso, principalmente por se dar ao trabalho de corrigir algo que é escrito por pessoas que pouco mais são do que chimpanzés alcoolizados, pois isso só mostra que é preciso estar-se muito aborrecido para visitar este espaço, mais ainda para ler todos os posts e muito mais ainda para se dar ao trabalho de responder a dois textos com comentários a corrigir aspectos gramaticais, que como já disse, me encontrava provavelmente bêbado que nem um cacho quando os escrevi. Muito obrigado senhor Troll, muito obrigado por me mostrar que neste Mundo existem pessoas ainda mais tristes do que eu!
Tenho dito!
Ora bem, a isto chama-se nos meios 'internéticos' de Troll, querendo esta expressão indicar uma pessoa que sendo um pária da sociedade e provavelmente abusado sexualmente pelo vizinho, que o enganava ao dizer que a ponta da gaita sabia a gelado de morango, passa o seu tempo a fazer alarde dos seus dotes intelectuais num meio onde pode passar por "Anónimo"... Entrando aí a web.
Quero só aproveitar para agradecer a essa pessoa, a importância que dá a este nosso pequeno pedaço de paraíso, principalmente por se dar ao trabalho de corrigir algo que é escrito por pessoas que pouco mais são do que chimpanzés alcoolizados, pois isso só mostra que é preciso estar-se muito aborrecido para visitar este espaço, mais ainda para ler todos os posts e muito mais ainda para se dar ao trabalho de responder a dois textos com comentários a corrigir aspectos gramaticais, que como já disse, me encontrava provavelmente bêbado que nem um cacho quando os escrevi. Muito obrigado senhor Troll, muito obrigado por me mostrar que neste Mundo existem pessoas ainda mais tristes do que eu!
Tenho dito!
terça-feira, dezembro 22, 2009
uma pequena anotação para 2010
Saiu este ano o filme The Messenger, mais um filme de guerra. Está em pré-produção a sequela, The Mirc.
domingo, dezembro 13, 2009
Snakecharmer
Como os três fieis leitores do nosso blog devem ter reparado, é pouco frequente colocarmos posts. O decair do blog deu-se em 2007, com o início da actividade laboral dos três escritores (na altura cinco). Tal e qual uma boa selecção natural teorizada por Darwin, sobrámos três. Mas vocês que nos lêem atentamente há anos pouco sabem de nós a não ser a imperativa idiotice e "falta de chá". Portanto, vou aproveitar que tive a autorização dos meus colegas e fazer uma breve biografia deles.
A primeira parte será dedicada a Seph, fundador do blog. Nasceu no meio de uma plantação de couves em Fornos de Alpeirim, num belo dia de verão. A sua primeira experiência amorosa foi com um coelho chamado Fidalgo, animal de estimação da vizinha de cima que não estranhou o andar bambaleante do dito coelho. Esse relacionamento acabou quando Seph conheceu Kika, a banana sorridente. Fidalgo descobriu a traição e lançou-se de uma ponte em encontro à morte, coberto de lágrimas e com fotografias amachucadas nos bolsos das férias que ambos partilharam. Diz-se que hoje em dia, durante a época da apanha da azeitona, se ouve Fidalgo a chorar pela ponte fora. Seph, após três anos de amor compulsivo com a banana sorridente, decidiu abandonar tudo e começar uma vida nova em Lisboa, sob o nome de Ginja. Cá, o primeiro trabalho que conseguiu foi como Furador de Folhas A4. Rapidamente reconheceram o seu empenho e promoveram-no a Contador de Folhas das Resmas. Seph (ou Ginja) publicou mais tarde o se romance erótico "Fazia-te a Folha"
Aos vinte anos fundou a Casta dos Lavradores Hemorrágicos, com o objectivo de proteger os doentes do hemorroidal aquando a prática da agricultura. Ele, sempre atento aos problemas dos outros, manifestou-se em plenos pulmões contra a lei que não facilita a vida a quem tem "rama na batata" (expressão utilizada pelos membros da CLH). Quando se apercebeu que nada havia a fazer no nosso país, emigrou para o México para aprender uma velha arte de meditação, a bronzeación de los huevos, que consiste em adoptar a posição de lotus por cima de um alguidar cheio de bronzeador e mergulhar lá os ditos huevos, enquanto se entoam mantras mexicanos, como o conhecido Om-Nacho. Revitalizado e de tomatada reluzente, voltou passado uma semana e alugou uma casa em campolide com vista para a rua onde começou a ensinar a bronzeación aos seus mais próximos. No dia seguinte descobriu a cerveja, comprou um pacote de batatas fritas e ficou no sofá a ver bola, altura de ascensão mental, de um outro olhar para o mundo. Altura em que criou este blog, O Dia Seguinte.
Por hoje é tudo, brevemente espera-se a biografia de Leonidas e do Colaborador Ninja.
A primeira parte será dedicada a Seph, fundador do blog. Nasceu no meio de uma plantação de couves em Fornos de Alpeirim, num belo dia de verão. A sua primeira experiência amorosa foi com um coelho chamado Fidalgo, animal de estimação da vizinha de cima que não estranhou o andar bambaleante do dito coelho. Esse relacionamento acabou quando Seph conheceu Kika, a banana sorridente. Fidalgo descobriu a traição e lançou-se de uma ponte em encontro à morte, coberto de lágrimas e com fotografias amachucadas nos bolsos das férias que ambos partilharam. Diz-se que hoje em dia, durante a época da apanha da azeitona, se ouve Fidalgo a chorar pela ponte fora. Seph, após três anos de amor compulsivo com a banana sorridente, decidiu abandonar tudo e começar uma vida nova em Lisboa, sob o nome de Ginja. Cá, o primeiro trabalho que conseguiu foi como Furador de Folhas A4. Rapidamente reconheceram o seu empenho e promoveram-no a Contador de Folhas das Resmas. Seph (ou Ginja) publicou mais tarde o se romance erótico "Fazia-te a Folha"
Aos vinte anos fundou a Casta dos Lavradores Hemorrágicos, com o objectivo de proteger os doentes do hemorroidal aquando a prática da agricultura. Ele, sempre atento aos problemas dos outros, manifestou-se em plenos pulmões contra a lei que não facilita a vida a quem tem "rama na batata" (expressão utilizada pelos membros da CLH). Quando se apercebeu que nada havia a fazer no nosso país, emigrou para o México para aprender uma velha arte de meditação, a bronzeación de los huevos, que consiste em adoptar a posição de lotus por cima de um alguidar cheio de bronzeador e mergulhar lá os ditos huevos, enquanto se entoam mantras mexicanos, como o conhecido Om-Nacho. Revitalizado e de tomatada reluzente, voltou passado uma semana e alugou uma casa em campolide com vista para a rua onde começou a ensinar a bronzeación aos seus mais próximos. No dia seguinte descobriu a cerveja, comprou um pacote de batatas fritas e ficou no sofá a ver bola, altura de ascensão mental, de um outro olhar para o mundo. Altura em que criou este blog, O Dia Seguinte.
Por hoje é tudo, brevemente espera-se a biografia de Leonidas e do Colaborador Ninja.
domingo, novembro 01, 2009
Olha que ca...FODA-SE!!!
Caríssimos e estimados leitores, é com agrado que comunico que atingimos a marca das 12.000 visualizações. Isto quererá dizer que num sentido muito lato da questão, houveram 12.000 pessoas cujo QI desceu abruptamente na sequência do 'click' desafortunado, que os introduziu neste antro idiota e deprimente de verborreia e poesia sobre cócó.
Como fundador e co-idiota residente, quero desde já agradecer a todos os que contribuíram para que este nosso espacinho chegasse à marca que hoje apresenta.
Obrigadinhos.
Como fundador e co-idiota residente, quero desde já agradecer a todos os que contribuíram para que este nosso espacinho chegasse à marca que hoje apresenta.
Obrigadinhos.
quinta-feira, agosto 06, 2009
Sunken Hearts
Olhavas para mim, com um sorriso tímido... eu aproximei-me como que a deslizar pela calçada ainda húmida da chuva estival.
Ao olhar-te nos olhos reparei na tua face de marfim, salpicada com rubor enquanto enrolavas o teu cabelo cor de fogo com os dedos... dei por mim a dar passadas sem sentir o chão por baixo dos pés, o meu coração palpitava como que a querer trepar pela garganta... as tuas pernas cruzadas como que num perfeito nó de pura graciosidade realçavam o teu corpo curvilíneo... Aproximei-me de ti, encostei o meu corpo ao teu numa harmonia perfeita, num ballet divino... estremeceste ao meu primeiro toque e olhaste para mim com os olhos, essas avelãs doces e puras, a lacrimejar.
Encostaste a tua face à minha e deslizando os lábios com torpor até ao meu ouvido, murmuraste baixinho: “Preciso de cagar!”
Ao olhar-te nos olhos reparei na tua face de marfim, salpicada com rubor enquanto enrolavas o teu cabelo cor de fogo com os dedos... dei por mim a dar passadas sem sentir o chão por baixo dos pés, o meu coração palpitava como que a querer trepar pela garganta... as tuas pernas cruzadas como que num perfeito nó de pura graciosidade realçavam o teu corpo curvilíneo... Aproximei-me de ti, encostei o meu corpo ao teu numa harmonia perfeita, num ballet divino... estremeceste ao meu primeiro toque e olhaste para mim com os olhos, essas avelãs doces e puras, a lacrimejar.
Encostaste a tua face à minha e deslizando os lábios com torpor até ao meu ouvido, murmuraste baixinho: “Preciso de cagar!”
quarta-feira, junho 24, 2009
O Regresso dos Que Não Voltaram
E eis que após varios meses de interregno, o meu confrade TheyDontSleepAnymore decidiu (e muito bem) debitar mais uma pérola vinda directamente do berbigão que é a sua mente.
Como sabem, recentemente chegado de Palmoliv eu ainda estive algum tempo a limpar o capacete de guerra da mosquiteira (palavra usada antigamente como "vai-te foder tu que pensas que esta palavra não existe ou que simplesmente gostas de corrigir as pessoas porque isso te faz sentir importante") que se encontrava agarrada ao mesmo.
Como o TheyDontSleepAnymore menciou, passei alguns meses da minha vida na busca pela синий ноготь... por entre ruelas negras e matagais densos (não, não me cruzei com a Ana Malhoa) procurei pela lenda de Svetlanova, porque sempre quis o canal Panda ao pé de casa.
Mas isso... é outra história.
No entanto, há algo que se me atormenta a mioleira... Nomeadamente o Twitter... depois de chegar a Portugal fiquei perplexo com a quantidade de pessoas que aderiram a esta forma de comunicação, sendo isto algo que não percebo.
Consigo encontrar mais utilidade na electricidade em pó e nos martelos de desempenar vidros. Quer dizer, por parte de agências noticiosas ainda consigo compreender... existem sempre actualizações, nem que seja a quantidade de doenças venéreas que contraiu ou com que mão limpa o cú o Cristiano Ronaldo; agora para o utilizador comum, para que raio é que aquela bosta serve??
"Ah, mandei um peido que fez estremecer as paredes de casa... vou já mandar um 'twitt' (é o termo utilizado para quando se, efectivamente, se utiliza o raio da coisa)" ou "Epá, acho que a sopa de legumes que comi me caiu mal... é melhor mandar um 'twitt'". Sim, sou um sacana raivoso e maldisposto e acho tudo estúpido e ridículo, mas por favor... twitt?? TWITT?? Parece calão em inglês para deficiente mental.
De qualquer forma, é de louvar este renascimento do espaço que outrora já ocupou um cantinho muito especial no nosso coração.
Para quem ainda não o fez, recomenda-se vivamente uma consulta às postagens mais antigas. Grande bem-haja.
Como sabem, recentemente chegado de Palmoliv eu ainda estive algum tempo a limpar o capacete de guerra da mosquiteira (palavra usada antigamente como "vai-te foder tu que pensas que esta palavra não existe ou que simplesmente gostas de corrigir as pessoas porque isso te faz sentir importante") que se encontrava agarrada ao mesmo.
Como o TheyDontSleepAnymore menciou, passei alguns meses da minha vida na busca pela синий ноготь... por entre ruelas negras e matagais densos (não, não me cruzei com a Ana Malhoa) procurei pela lenda de Svetlanova, porque sempre quis o canal Panda ao pé de casa.
Mas isso... é outra história.
No entanto, há algo que se me atormenta a mioleira... Nomeadamente o Twitter... depois de chegar a Portugal fiquei perplexo com a quantidade de pessoas que aderiram a esta forma de comunicação, sendo isto algo que não percebo.
Consigo encontrar mais utilidade na electricidade em pó e nos martelos de desempenar vidros. Quer dizer, por parte de agências noticiosas ainda consigo compreender... existem sempre actualizações, nem que seja a quantidade de doenças venéreas que contraiu ou com que mão limpa o cú o Cristiano Ronaldo; agora para o utilizador comum, para que raio é que aquela bosta serve??
"Ah, mandei um peido que fez estremecer as paredes de casa... vou já mandar um 'twitt' (é o termo utilizado para quando se, efectivamente, se utiliza o raio da coisa)" ou "Epá, acho que a sopa de legumes que comi me caiu mal... é melhor mandar um 'twitt'". Sim, sou um sacana raivoso e maldisposto e acho tudo estúpido e ridículo, mas por favor... twitt?? TWITT?? Parece calão em inglês para deficiente mental.
De qualquer forma, é de louvar este renascimento do espaço que outrora já ocupou um cantinho muito especial no nosso coração.
Para quem ainda não o fez, recomenda-se vivamente uma consulta às postagens mais antigas. Grande bem-haja.
terça-feira, junho 23, 2009
Shake that devil
Ao longo dos séculos de existência da língua portuguesa, muitos vocábulos têm sido esquecidos devido à sua falta de utilização, ou porque simplesmente assim a evolução linguística o ditou. E eu, sempre preocupado com a cultura dos leitores do blog (ou blogue, como muita gente escreve mas eu recuso-me porque é uma idiotice pegada), decidi fazer uma pesquisa destas palavras que, ou já foram esquecidos, ou simplesmente não vingaram no dialecto comum. Quanto ao facto de há já muito tempo não escrevermos nada aqui n'O Dia Seguinte, eu passo a explicar.
O Seph, excelentíssimo fundador e colaborador do blog, dedicou-se aos espiritualismos. Assim, entre noitadas a estudar livros, a investigar nas ruelas negras da cidade e a falar com pessoas meio esquisitas (as inteiramente esquisitas estavam na praia), descobriu uma antiga tese, que referir o nome traz-me um cheiro a papeis antigos e dá-me um arrepio na espinha... Era a синий ноготь.
No século XIII uma senhora, de nome Svetlanova (filha de Svetlavelha), enquanto passeava por Palmoliv, uma pequena aldeia a sul do meio da Russia, encontrou uma flor que crescia timidamente atrás de um arbusto. Ora, ela que já estava deveras familiarizada com aquele arbusto, nunca tinha reparado em tão bela flor; dona de um roxo azulado, fina e de contornos leves, a planta reagia levemente ao passar das brisas geladas da Rússia. Comovida com tal visão, Svetlanova (irmã mais nova de Svetlameiaidade) não hesitou em remover as suas saias, a sua cueca de serapilheira e em largar uma majestosa poia. Ainda chorosa com a beleza da flor, foi a ela que se limpou, deixando as pétalas a marinar na sua regueifa durante alguns dias. Sem se dar conta do que se passava, as pétalas tornaram-se parte dela, juntaram-se à sua pele, e a partir daí Svetlanova (mãe de Svetlafoda-se) teve sempre o canal Panda a gravar ao pé de sua casa.
Após a morte de Svetlanova, não mais foram vistos os membros da equipa de gravação do canal Panda ao pé de Palmoliv.
De volta ao Seph. Também ele desejava ter o canal Panda a gravar ao pé de casa. Mas falhou. Até fez casting para ser "O" Panda, mas não possuía a pureza de espírito necessária.
Foi então numa tarde de Fevereiro que Seph dirigiu-se a mim e me explicou o plano; ele queria ir a Palmoliv, descobrir a tal flor e esfregá-la nos les entrefeulles (entrefolhos, como dizem os franceses). Durante a sua pesquisa prévia, descobriu também ser necessário estar uma tarde de solzinho e ter um pequeno livro de chalaças irlandesas todas começadas por "se eu fosse um tubérculo" ao lado aquando a dita exteriorização do cocó.
Não hesitei. Fiz a minha mala, comprei umas meias dos smurfs e fui com o Seph em busca da aldeia de Palmoliv.
Assim que chegámos pensámos "eh pá, que merda de ideia que tivemos". E voltámos. De bicicleta. Com elmos medievais para nos proteger dos mosquitos (os mosquitos russos são óptimos lutadores de espadas, é preciso estar atento). E foi deste modo que se passaram os ultimos meses.
Ah, de volta à minha pesquisa. Bem, de facto passei muitas horas fechado em bibliotecas e supermercados de bairro a investigar a fundo as questões linguisticas dos vocábulos perdidos. Venho então partilhar convosco (com as três pessoas que seguem o blog) os meus resultados.
O meu esquema de apresentação será então
- Palavra
- Pequena explicação
- Uso da palavra numa frase
Gazugar
Acto de estar à espera por um taxi na zona de Almeirim
"raio do taxi, já estou farto de gazugar feito parvo"
Achancar
Acto de perfurar os intestinos com a tocha olímpica
"não gosto que me achanques durante o telejornal"
Bongosa
Diz-se da mulher cujos atributos físicos permitiriam o seu aparecimento num videoclip do Bonga
"A tua mãe é um bocado bongosa"
Larvilo
Instrumento de madeira usado entre os séc. XII e XIII para retirar as postulas genitais
"O larvilo tirou-me a postula mas fiquei com lascas de madeira nos coneidos" (era como se dizia tomates na altura)
Bolar
Acontecimento único na vida de uma pessoa, enquanto criança, que se cai e se enrola no chão pela primeira vez. As vezes posteriores chamam-se rebolar.
"O Luisinho bolou para cima das silvas."
Biliado
Diz-se daquele que, aquando o carnaval, em vez de levar com balões de água leva com balões de bílis.
"Merda dos putos, já me biliaram o casaco todo"
Tutino
Aquele que tem uma narina em forma de anzol de pesca norueguês
"ela espirrou contra uma parede e ficou tutino"
Jalipanga
Doença rara que faz com que cada vez que se coma alho francês tem que se recensear numa freguesia alentejana.
"Vou a Vendas Novas. Apanhei Jalipanga numa casa de banho pública"
Ramiscar
O acto de coçar a orelha esquerda com uma moto-serra.
"A sua tia foi encontrada morta depois de ter tentado ramiscar"
Singaringatonga
Nome dado às mulheres africanas de 29 anos, cujo nome rima com "chinchilla" que tomam banho de luz apagada enquanto cantam Frank Sinatra.
...que estupidez. Às vezes ainda me surpreendo... bem, continuando...
Gargaroda-se
Nome que se dá ao som que se faz quando, a meio de uma gargalhada, alguém nos pisa os colhões com um tronco de árvore
"ouviste isto?! parecia um gargaroda-se na casa ao lado"
Patachanga
Pássaro que habita o Sul da Coreia do Norte, conhecido pelo seu cheiro a halibut.
"Os patachanga têm uma bela plumagem"
Bem, e com isto me despeço. E vocês, vós outros do blog, apelo à vossa participação, não quero ser o unico idiota por estas bandas
O Seph, excelentíssimo fundador e colaborador do blog, dedicou-se aos espiritualismos. Assim, entre noitadas a estudar livros, a investigar nas ruelas negras da cidade e a falar com pessoas meio esquisitas (as inteiramente esquisitas estavam na praia), descobriu uma antiga tese, que referir o nome traz-me um cheiro a papeis antigos e dá-me um arrepio na espinha... Era a синий ноготь.
No século XIII uma senhora, de nome Svetlanova (filha de Svetlavelha), enquanto passeava por Palmoliv, uma pequena aldeia a sul do meio da Russia, encontrou uma flor que crescia timidamente atrás de um arbusto. Ora, ela que já estava deveras familiarizada com aquele arbusto, nunca tinha reparado em tão bela flor; dona de um roxo azulado, fina e de contornos leves, a planta reagia levemente ao passar das brisas geladas da Rússia. Comovida com tal visão, Svetlanova (irmã mais nova de Svetlameiaidade) não hesitou em remover as suas saias, a sua cueca de serapilheira e em largar uma majestosa poia. Ainda chorosa com a beleza da flor, foi a ela que se limpou, deixando as pétalas a marinar na sua regueifa durante alguns dias. Sem se dar conta do que se passava, as pétalas tornaram-se parte dela, juntaram-se à sua pele, e a partir daí Svetlanova (mãe de Svetlafoda-se) teve sempre o canal Panda a gravar ao pé de sua casa.
Após a morte de Svetlanova, não mais foram vistos os membros da equipa de gravação do canal Panda ao pé de Palmoliv.
De volta ao Seph. Também ele desejava ter o canal Panda a gravar ao pé de casa. Mas falhou. Até fez casting para ser "O" Panda, mas não possuía a pureza de espírito necessária.
Foi então numa tarde de Fevereiro que Seph dirigiu-se a mim e me explicou o plano; ele queria ir a Palmoliv, descobrir a tal flor e esfregá-la nos les entrefeulles (entrefolhos, como dizem os franceses). Durante a sua pesquisa prévia, descobriu também ser necessário estar uma tarde de solzinho e ter um pequeno livro de chalaças irlandesas todas começadas por "se eu fosse um tubérculo" ao lado aquando a dita exteriorização do cocó.
Não hesitei. Fiz a minha mala, comprei umas meias dos smurfs e fui com o Seph em busca da aldeia de Palmoliv.
Assim que chegámos pensámos "eh pá, que merda de ideia que tivemos". E voltámos. De bicicleta. Com elmos medievais para nos proteger dos mosquitos (os mosquitos russos são óptimos lutadores de espadas, é preciso estar atento). E foi deste modo que se passaram os ultimos meses.
Ah, de volta à minha pesquisa. Bem, de facto passei muitas horas fechado em bibliotecas e supermercados de bairro a investigar a fundo as questões linguisticas dos vocábulos perdidos. Venho então partilhar convosco (com as três pessoas que seguem o blog) os meus resultados.
O meu esquema de apresentação será então
- Palavra
- Pequena explicação
- Uso da palavra numa frase
Gazugar
Acto de estar à espera por um taxi na zona de Almeirim
"raio do taxi, já estou farto de gazugar feito parvo"
Achancar
Acto de perfurar os intestinos com a tocha olímpica
"não gosto que me achanques durante o telejornal"
Bongosa
Diz-se da mulher cujos atributos físicos permitiriam o seu aparecimento num videoclip do Bonga
"A tua mãe é um bocado bongosa"
Larvilo
Instrumento de madeira usado entre os séc. XII e XIII para retirar as postulas genitais
"O larvilo tirou-me a postula mas fiquei com lascas de madeira nos coneidos" (era como se dizia tomates na altura)
Bolar
Acontecimento único na vida de uma pessoa, enquanto criança, que se cai e se enrola no chão pela primeira vez. As vezes posteriores chamam-se rebolar.
"O Luisinho bolou para cima das silvas."
Biliado
Diz-se daquele que, aquando o carnaval, em vez de levar com balões de água leva com balões de bílis.
"Merda dos putos, já me biliaram o casaco todo"
Tutino
Aquele que tem uma narina em forma de anzol de pesca norueguês
"ela espirrou contra uma parede e ficou tutino"
Jalipanga
Doença rara que faz com que cada vez que se coma alho francês tem que se recensear numa freguesia alentejana.
"Vou a Vendas Novas. Apanhei Jalipanga numa casa de banho pública"
Ramiscar
O acto de coçar a orelha esquerda com uma moto-serra.
"A sua tia foi encontrada morta depois de ter tentado ramiscar"
Singaringatonga
Nome dado às mulheres africanas de 29 anos, cujo nome rima com "chinchilla" que tomam banho de luz apagada enquanto cantam Frank Sinatra.
...que estupidez. Às vezes ainda me surpreendo... bem, continuando...
Gargaroda-se
Nome que se dá ao som que se faz quando, a meio de uma gargalhada, alguém nos pisa os colhões com um tronco de árvore
"ouviste isto?! parecia um gargaroda-se na casa ao lado"
Patachanga
Pássaro que habita o Sul da Coreia do Norte, conhecido pelo seu cheiro a halibut.
"Os patachanga têm uma bela plumagem"
Bem, e com isto me despeço. E vocês, vós outros do blog, apelo à vossa participação, não quero ser o unico idiota por estas bandas
quarta-feira, fevereiro 06, 2008
big time sensuality
infelizmente o tempo tem escasseado, há muito que não me é possível escrever n'O Dia Seguinte. Tanto que é em Fevereiro que vai ser feito o primeiro Post de 2008. Algo que, agora que me lembro, me deixa algo nostálgico e com gases. Comecei a escrever em Novembro de 2003, numa bela e fria terça-feira em que decidi, através da porta aberta deixada pelo meu amigo Seph (sim, haha, "porta aberta" parece uma referência sexual... cresçam!) em que discuti o porquê das escolas fecharem ao fim-de-semana. Seguiram-se anos e anos de divagações idiotas, em que participantes entravam e saíam porque nao aguentavam a pressão dura que é exercida pelo Blog. Mas todos estes anos houve (e há) uma constante. Aqui odeia-se muito. e é exactamente por isso que vou deixar aqui uma pequena lista de alguns ódios pessoais.
- Odeio pessoas que se riem das suas próprias piadas. Funciona assim: dizem uma piada totalmente ridícula e começam-se a rir a olhar para os outros à espera de gerar um riso em cadeia, mas nunca acontece. Façam como eu, dizem merda, ninguem se ri, peçam delicadamente desculpa e fiquem à espera que as outras pessoas digam piadas, assim vocês não se riem e deliciam-se com a vingança. ou isso ou mijam-lhes no tapete.
- Continuando com risos e piadas, odeio pessoas que quando se riem batem palmas. Porquê? Como assim? É assim tão hilariante que se perde o controlo do corpo? É possivel haver algo com tanta graça que deixamos de ser donos de nós próprios? "ah, estou a achar tanta piada que me vou borrar todo enquanto ando de monociclo".
- Odeio quando alguém está a fumar e fala com o fumo preso "Endão, dás mom?". "Dão, abedece-me bader-de". Há assim coisas tão importantes que têm que ser ditas nos milésimos de segundos em que se prende o fumo? Cuidado com estas pessoas. São as mesmas que falam com comida na boca e que se peidam durante o coito. São pessoas que não esperam.
- Odeio circo. Palhaços, ursos, chinesas aos saltos e dezenas de crianças a chorar; tirem-me os tomates à entrada enquanto me cantam a More Than Words e temos o sitio mais horrivel para ir. Quer-se dizer, eu de facto já fui ao Queens... uhn...
- Odeio que se atrasem. É tão simples como: quando se combina, por exemplo, 22h, não é uma estimativa nem uma linha de partida, é a hora combinada. é "encontramo-nos às 22h" não "olha, vai lá ter a partir das 22h, só me deve dar o sono lá para as 5h da manhã, tens tempo para aparecer".
- Odeio machos. Homens feitos, barba rija, adeptos de futebol que se referem à sua equipa como "nós" e que numa vida passada foram à guerra, e tudo tem que ser tratado como na tropa. São estas pessoas que têm armas em casa e um horror a homossexuais porque sao pouco machos. Para estas pessoas, a sua vivência é a unica que é, de facto, válida. E tem sempre uma experiência muito mais marcante e uma historia para contar. Alguns Exemplos.
interveniente 1 - "acho que me cortei num dedo"
macho 1 - "és é paneleiro. Deves praticar sexo com outros homens! Eu uma vez cortei-me em arame farpado, lambi a ferida e fiquei a rir-me."
macho 2 - "isso nao é nada. Eu uma vez comi uma cana de pesca e fui nadar no meio de petroleo. Isso enquanto ouvia o relato do jogo."
macho 3 - "eu uma vez morri, fui ao ceu, dei um soco nos gajos das asas que so podem ser paneleiros e voltei a terra para ver bola"
(Gosto que se refiram a "bola" como um acontecimento).
- Odeio intelectuais portugueses. A multidao dos oculos de massa que vai ao Indie Lisboa e ver concertos na Aula Magna com os amigos-fotocópia. Os homens, por norma, sao magros carecas barba de 2 dias calcas de ganga e camisola de gola alta. As mulheres sao anafadas franja para a direita e gostam de Lynch e Kubrik. Todos com oculos de massa.
Bem, e fica aqui a minha primeira lista. Convido os outros membros a fazer o mesmo.
- Odeio pessoas que se riem das suas próprias piadas. Funciona assim: dizem uma piada totalmente ridícula e começam-se a rir a olhar para os outros à espera de gerar um riso em cadeia, mas nunca acontece. Façam como eu, dizem merda, ninguem se ri, peçam delicadamente desculpa e fiquem à espera que as outras pessoas digam piadas, assim vocês não se riem e deliciam-se com a vingança. ou isso ou mijam-lhes no tapete.
- Continuando com risos e piadas, odeio pessoas que quando se riem batem palmas. Porquê? Como assim? É assim tão hilariante que se perde o controlo do corpo? É possivel haver algo com tanta graça que deixamos de ser donos de nós próprios? "ah, estou a achar tanta piada que me vou borrar todo enquanto ando de monociclo".
- Odeio quando alguém está a fumar e fala com o fumo preso "Endão, dás mom?". "Dão, abedece-me bader-de". Há assim coisas tão importantes que têm que ser ditas nos milésimos de segundos em que se prende o fumo? Cuidado com estas pessoas. São as mesmas que falam com comida na boca e que se peidam durante o coito. São pessoas que não esperam.
- Odeio circo. Palhaços, ursos, chinesas aos saltos e dezenas de crianças a chorar; tirem-me os tomates à entrada enquanto me cantam a More Than Words e temos o sitio mais horrivel para ir. Quer-se dizer, eu de facto já fui ao Queens... uhn...
- Odeio que se atrasem. É tão simples como: quando se combina, por exemplo, 22h, não é uma estimativa nem uma linha de partida, é a hora combinada. é "encontramo-nos às 22h" não "olha, vai lá ter a partir das 22h, só me deve dar o sono lá para as 5h da manhã, tens tempo para aparecer".
- Odeio machos. Homens feitos, barba rija, adeptos de futebol que se referem à sua equipa como "nós" e que numa vida passada foram à guerra, e tudo tem que ser tratado como na tropa. São estas pessoas que têm armas em casa e um horror a homossexuais porque sao pouco machos. Para estas pessoas, a sua vivência é a unica que é, de facto, válida. E tem sempre uma experiência muito mais marcante e uma historia para contar. Alguns Exemplos.
interveniente 1 - "acho que me cortei num dedo"
macho 1 - "és é paneleiro. Deves praticar sexo com outros homens! Eu uma vez cortei-me em arame farpado, lambi a ferida e fiquei a rir-me."
macho 2 - "isso nao é nada. Eu uma vez comi uma cana de pesca e fui nadar no meio de petroleo. Isso enquanto ouvia o relato do jogo."
macho 3 - "eu uma vez morri, fui ao ceu, dei um soco nos gajos das asas que so podem ser paneleiros e voltei a terra para ver bola"
(Gosto que se refiram a "bola" como um acontecimento).
- Odeio intelectuais portugueses. A multidao dos oculos de massa que vai ao Indie Lisboa e ver concertos na Aula Magna com os amigos-fotocópia. Os homens, por norma, sao magros carecas barba de 2 dias calcas de ganga e camisola de gola alta. As mulheres sao anafadas franja para a direita e gostam de Lynch e Kubrik. Todos com oculos de massa.
Bem, e fica aqui a minha primeira lista. Convido os outros membros a fazer o mesmo.
sábado, setembro 15, 2007
O pranto do troglodita
"Estou aborrecido, por isso vou desbotar cardume." - disse o velho sábio da montanha mas que ninguém sabia o que é que ele estava lá em cima a fazer sozinho e como é que ele era tão sábio se não tinha contacto com uma grande parte do mundo nem um laboratório social restrito de modo a poder efectuar os estudos que originam na sua sapiência no fundo acho que ele é um bonito palhaço tipo um idiota da aldeia rejeitado e exilado como fora Jesus Cristo ou o Michael Jackson.
Agora que fiz o aquecimento, gostaria de colocar uma questão a todos, particularmente aos estudantes e formados em História da Arte. Cá vai:
O que é que as pinturas rupestres e os tags nos lavabos públicos têm em comum?
Talvez vos interessaria mais uma pergunta sobre macramé ou sobre a vossa página no myspace ou no deviantart a mostrar os dejectos que deitam para o ciberespaço como se fosse a vossa sanita mental barra digital. Ok, há pessoal que tem jeitinho. 5% de nutrientes não absorvidos pelo organismo. Azar. O resto merece sair cá para fora... Tenho de ver se paro com estas metáforas anais. Freud explica.
Voltando à questão que havia colocado. Imaginem a seguinte situação: o homem primitivo, no seu aborrecimento diário e demasiado tempo livre, decide dar uso ao seu corpo e mente. Ele exprime-se! Pinta homens perseguindo animais com lanças, e mais não sei o quê. Tudo isto entre refeições de animais previamente caçados, de bagas recolhidas, de acasalar com as mulheres a bem ou a mal, de tentar sobreviver em ambientes inóspitos, de estar em constante mudança de local... Eu diria que ele não tem muito tempo para se exprimir.
Ele olha para uma caverna e chama o pessoal "Epa, aguentem uma beca que tenho de ir ali à caverna esfolar o mamute" ou qualquer seja o calão que usavam na altura. O homem lá vai, baixa a carpete de pele de animal que tem à cintura e faz o que tem a fazer. "Ora bolas", pensa o homem, "ainda não inventaram o papel higiénico." Após olhar um pouco em volta... "Vai à mão que se lixe." E depois limpa a mãozinha na parede. Já viram aquelas mãos nas pinturas rupestres? Ah, pois é. Outros entretêm-se e fazem desenhos e retratos simplesmente por estarem aborrecidos ou por o mamute tardar a aparecer. Os que têm hemorroidal ou bolhas nos pés têm um acesso a uma nova palete de cores, etc. Tudo isto antes de haverem telemóveis e uma linguagem que permite expressar directamente as nossas preferências sexuais a estranhos, convidando-os a participar na caçada.
A pintura rupestre é uma arte que sobrevive ainda nos dias de hoje, numa vertente mais contemporânea. É livre. Pode ser admirada em praticamente qualquer lavabo público sem pagar preço de admissão, durante um momento relaxado, ajudando ao seu admirador na libertação do stress diário. E a melhor parte é que é de todos! Qualquer pessoa pode participar e deixar a sua pincelada na tela, mais uma pétala na flor, através de um diálogo artístico, seja complementando uma criação com uma componente escrita, por exemplo, "seu paneleiro nojento, deviam morrer todos" ou inspirando-se naquele momento de paz e gerar a sua própria criação com uma simples figura a honrar as pinturas dos antepassados de outrora, ou mesmo um poema ou citação idealista, que informe toda a gente de uma qualquer preferência sua, seja o seu clube, partido ou inclinação sexual, decerto que todos terão o maior interesse em ler.
Agora que fiz o aquecimento, gostaria de colocar uma questão a todos, particularmente aos estudantes e formados em História da Arte. Cá vai:
O que é que as pinturas rupestres e os tags nos lavabos públicos têm em comum?
Talvez vos interessaria mais uma pergunta sobre macramé ou sobre a vossa página no myspace ou no deviantart a mostrar os dejectos que deitam para o ciberespaço como se fosse a vossa sanita mental barra digital. Ok, há pessoal que tem jeitinho. 5% de nutrientes não absorvidos pelo organismo. Azar. O resto merece sair cá para fora... Tenho de ver se paro com estas metáforas anais. Freud explica.
Voltando à questão que havia colocado. Imaginem a seguinte situação: o homem primitivo, no seu aborrecimento diário e demasiado tempo livre, decide dar uso ao seu corpo e mente. Ele exprime-se! Pinta homens perseguindo animais com lanças, e mais não sei o quê. Tudo isto entre refeições de animais previamente caçados, de bagas recolhidas, de acasalar com as mulheres a bem ou a mal, de tentar sobreviver em ambientes inóspitos, de estar em constante mudança de local... Eu diria que ele não tem muito tempo para se exprimir.
Ele olha para uma caverna e chama o pessoal "Epa, aguentem uma beca que tenho de ir ali à caverna esfolar o mamute" ou qualquer seja o calão que usavam na altura. O homem lá vai, baixa a carpete de pele de animal que tem à cintura e faz o que tem a fazer. "Ora bolas", pensa o homem, "ainda não inventaram o papel higiénico." Após olhar um pouco em volta... "Vai à mão que se lixe." E depois limpa a mãozinha na parede. Já viram aquelas mãos nas pinturas rupestres? Ah, pois é. Outros entretêm-se e fazem desenhos e retratos simplesmente por estarem aborrecidos ou por o mamute tardar a aparecer. Os que têm hemorroidal ou bolhas nos pés têm um acesso a uma nova palete de cores, etc. Tudo isto antes de haverem telemóveis e uma linguagem que permite expressar directamente as nossas preferências sexuais a estranhos, convidando-os a participar na caçada.
A pintura rupestre é uma arte que sobrevive ainda nos dias de hoje, numa vertente mais contemporânea. É livre. Pode ser admirada em praticamente qualquer lavabo público sem pagar preço de admissão, durante um momento relaxado, ajudando ao seu admirador na libertação do stress diário. E a melhor parte é que é de todos! Qualquer pessoa pode participar e deixar a sua pincelada na tela, mais uma pétala na flor, através de um diálogo artístico, seja complementando uma criação com uma componente escrita, por exemplo, "seu paneleiro nojento, deviam morrer todos" ou inspirando-se naquele momento de paz e gerar a sua própria criação com uma simples figura a honrar as pinturas dos antepassados de outrora, ou mesmo um poema ou citação idealista, que informe toda a gente de uma qualquer preferência sua, seja o seu clube, partido ou inclinação sexual, decerto que todos terão o maior interesse em ler.
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Quando o apocalipse climático chegar e as calotas polares derreterem, recomendo a toda a gente (especialmente às mulheres) que ponham silicone nas mamas.