quarta-feira, julho 27, 2005

Nick nack paddywack, give the dog a bone, this old man came rolling home

Quero desde já agradecer ao Stormson o mau gosto que teve na escolha da imagem a colocar no seu post anterior, e acho que falo em nome de todos quando digo "foda-se".
Hoje vou contar a verdadeira história de Jesus Cristo. Passei muitas horas a fazer pesquisa, noites em branco, fechado num quarot escuro a recolher informação. Mitos e lendas surgem em torno de um homem que, vendo bem, não era diferente do comum mortal. Finalmente consegui reunir os dados necessários para fazer uma biografia justa.
Em 33 AC ele nasceu numa manjedoura e desenvolveu uma terrível febre dos fenos e inúmeras infecções cutâneas produtoras de glândulas alienígenas que o faziam cheirar a suor de vaca. Quando ele tinha 10 anos, em 23 AC, reparou no calendário que estava no frigorífico e perguntou à sua mãe "olha lá, o que é esta merda? Então vou morrer daqui a 23 anos e não posso fazer nada por isso?!" Saiu a correr de casa e esqueceu-se do desodorizante, infestando as redondezas com o seu terrível odor.
Triste e angustiado, deitou-se debaixo de uma árvore e, do nada, surge uma figura feminina "serviço completo é um carneiro. Coisas mais esquisitas pagas a galinhas" disse a figura, tentando manter os olhos abertos e a baba dentro da boca. Uma seringa pendia do seu braço direito, que ela tirou com um "ah, ups...errr... é insulina". Jesus estava espantado com a beleza da mulher e perguntou o nome..."Madalena. Mas os meus amigos chamam-me Maçaneta". "Maçaneta porquê, senhora?" "Porque toda a gente agarra e dá uma volta". Jesus, não querendo ficar atrás, deu também uma voltita, embora ela tivesse a dormir durante todo o processo. Mas ele queria mais. Já que ia morrer tão cedo, ao menos que a sua existência fosse feliz. Começou a trabalhar numa carpintaria a fazer penicos, onde todo o dinheiro ia para o álcool, prostitutas, droga e Monopoly. Desleixou-se, e deixou crescer a barba e o cabelo; nada o agarrava à vida como a borga.
Um dia, um Bar Gay numa esquina de Nazaré, chamado "Horny jews", precisou de um arranjo no palco onde os strippers dançavam e os romanos aplaudiam. Jesus tinha sempre uma garrafa de whisky no bolso, e nesta manhã já tinha "provado" demais da garrafa. Quando descobriu que ia arranjar o palco e se apanhou sozinho, agarrou-se ao poste e começou a dançar como nunca ninguém tinha dançado, com uma graciosidade extrema, a desenhar sensualmente os seus movimentos. A ver isto, estava Judas, o dono do bar, apreciador de rapazinhos como Jesus. Rapidamente o tentou convencer a trabalhar para ele.
- como te chamas?
Jesus pausa um pouco a sua dança, olha em volta e saca da carteira, olhando atentamente para a carta de condução para se certificar do nome.
- Jesus Cristo, acho que é isto o meu nome.
- Ah Jesus, trabalha para mim. Serás bem pago, terás todas as mulheres, todo o vinho. Chamar-te-ás Barbudo Tesudo a partir de agora. E já agora... como é que é?
Jesus abre os braços, esticando-os ao máximo.
- É mais ou menos assim.
E foi esta imagem que foi capturada por um papparazzi e que inspirou a estátua do Cristo-Rei.
Os mese passavam e Jesus fez fama. Tanto que até fundaram um clube de fãs, Os Apóstolos. Ele já era tão conhecido que já ninguém se importava com o seu cheiro a vaca que fez a maratona.
Uma noite, Judas entrou no camarote do Barbudo Tesudo enquanto este punha o rimel para a sua actuação. Após algumas conversas superficiais, Judas confessou ter por ele uma enorme atracção "Inchaqui Salad", ou, correctamente traduzido "anda cá meu pequenote, vou-te mostrar as estrelas com a minha luneta".
Aterrorizado, Jesus fugiu e foi ter a um esquisito local... um ringue de boxe. Nos próximos anos, Jesus tentou de tudo; foi Jesus "El Carpintero" Cristo no ringue, JC and the Buzinas Flatulentas, a primeira banda de hip-hop e Juca, dono de uma taberna mal frequentada. Entretanto, numa das suas noites de álcool e boémia, perdeu-se no deserto com o seu clube de fãs, os Apóstolos. Quando acordou, meio assado, meio dorido e a outra metade meia ressacada. Decidiu parar num restaurante pa comer qualquer coisa com o seu clube de fans. Por azar, foi parar a um estabelecimento cujo dono era Judas. Assim que ele entrou e viu Judas gritou de irritação "esta é a última ceia que eu tenho convosco, bando de pardais menstruados!" Jesus andava a passar uma fase muito perturbada da sua vida; já só tinha um ano de vida e tinha ataques de raiva constantes, tendo sido ele o primeiro a desenvolver o sindroma de Tourette. Uma noite, enquanto passeava pela cidade, deparou-se com uma guarda que lhe perguntou as horas:
- Quod horas sunt?
- o que é que chamaste à minha mãe! AH SEU HEREGE! MALDITO IMBECIL!
O guarda irritou-se e prendeu-o. Entretanto, quando ele estava prestes a ser liberto, surge um guarda com uma bacia para ele se lavar, processo normal nos prisioneiros que brevemente são livres. Jesus respondeu
- Uma bacia?! Ó tanso, Lava-me aqui as mãos! já agora a pila e os tomates!
Um outro guarda, que tinha problemas de audição, percebeu "lavo as mãos por Pilatos". Jesus acabou por ser chicoteado por ter uma irritante mosca nas costas que não conseguia agarrar. No dia seguinte, surge um empresário na sua cela, vestido com um fato branco, gravata rosa e camisa verde.
- O meu nome é John Custódio. Posso-te tirar daqui se amanhã fizeres um espetáculo de strip ao vivo num palco emprovisado e acabares o número a fazer de homem-estátua.
E assim foi. Jesus dançou à volta de um "stripper pole" improvisado em forma de "T", e acabou com grandes aplausos, com o seu número de homem estátua. Quando estava a fazer uma vénia a agradecer ao público, torceu o dedo mendinho do pé esquerdo, caiu ao chão e bateu com a cabeça numa pedra. Ficou inconsciente e, quando recuperou, levantou-se e deu com a cabeça na cruz, morrendo instantaneamente. Daí ele ter "morrido na cruz".

Le Fin

sábado, julho 16, 2005

Bolhinhas e tacos de Críquet.

Como vou para férias e vou estar uns tempos sem colocar mais nenhum post por aqui, isso e a falta de sono aliada a uma forte dor no dedo mindinho do pé esquerdo, decidi brindar o leitor com mais umas pérolas literárias jorradas em catadupas da minha mente distorcida e perversa...

Segundo consta, os autores dos atentados em Londres eram nada mais nada menos do que rapazes de idades muito jovens com gosto pelo criquet e também por tomar conta de criancinhas...Ora meus amigos eu desenvolvi uma teoria que pode ser bastante útil aos serviços secretos britânicos, senão contemplem: Quem mais é que nós conhecemos que gosta de pegar no taco e tomar conta de criancinhas??? Sim, exactamente... Nada mais nada menos do que o auto-proclamado Rei da Pop , Michael Jackson(segundo o dicionário "Pop" deriva do barulho que o chamado pirilau faz ao sair do xamado rabo, vulgo caralho e cú... por isso o nosso amigo Michael é conotado como o Rei da Pop, ou seja, o Rei do Nabo a desencavar do Cú) estará por trás destes recentes atentados, sendo o tal "cérebro" que as autoridades dizem ainda estar a monte.

Isto faz perfeitamente sentido, senão vejamos, os atentados ocorreram dias depois de Michael ser ilibado... depois temos os pormenores das criancinhas e do criquet, Helloooo querem melhor perfil de subordinado do Michael que esse?? Depois é a questão do cérebro...sim pois essa será a unica parte funcional do rapaz, ainda que completamente atrofiado e deixado quase ao descoberto. Mas ainda há mais segundo me parece Michael não será o unico Mastermind por trás disto, não senhor... Há também um segundo personagem que é nada mais nada menos do que o macaco Bubbles (Bolhinhas)...sim esse é o grande e aterrador facto de toda esta história, que faz parte de um grande e imenso plano de erradicar toda a humanidade deste planeta... deixando apenas os negros, muçulmanos e ucranianos como bestas de carga e onde os macacos reinariam supremos, com Michael Jackson no lugar de Re...Rai....erm.....soberano das criancinhas e personal bitch de Bolhinhas. Cuidado meus amigos.
Tenho dito, chiça!

Futurologia em fasé pré-férias.



Já lá vai algum tempo desde a última vez que escrevi algo neste blog, por isso este post é uma espécie de "regresso do filho pródigo" da minha parte... Tendo isso em mente gostaria de fazer uma espécie de prospecção no futuro vulgo futurologia (para os leitores com síndrome de Down, ou para aqueles que são simplesmente burros), a previsão que eu gostaria de deixar desta vez, e desafiando a omnisciência do magnânimo Oneiros meu confrade, é uma previsão do aspecto futuro da bem conhecida Paris Hilton, depois de todo este sucesso e após uma tourneé bem sucedida pelo mundo inteiro onde a nossa querida Paris faria um espectaculo repleto de pirotecnía, lubrificante, um Grandanoir, e um berbequim com um dildo na ponta...

Mas como "girls will be girls", frase tornada conhecida pelo famoso Butch MacDick, a nossa menina rebelde e traquina Paris continuará a fazer sessões de pornografia e exibicionismo com os seus namorados que continuará por sua vez a fazer furor nos meandros da internet. Na sua longa lista de namorados constarão nomes incrivelmente sonantes, tais como o notório Zé dos Plástico, o carteiro Severino (na altura estará como lambedor de selos oficial nos serviços postais de Carrazeda de Anciães), o mecânico Marcolino e ainda o famoso bombeiro de 1,92m e 98 Kg's, Paulinho das Azenhas, que por sua vez estará no regimento de sapadores bombeiros de Deocriste onde no cumprimento do dever (apagar um fogareiro da patuscada anual do regimento), acabará por queimar o interior do umbigo após se inclinar para apanhar uma brasa do carvão que tinha caído, razão pela qual o seu relacionamento com Paris iria terminar. Actualmente a menina namora com um milionário *coff*dinheirinho-do-papá*coff* grego... Será então mais do que lógico que o leitor tenha exactamente a reacção do grego ao ver o aspecto da nossa bela e sensual menina depois de anos e anos de sexo inseguro e comportamentos de risco, onde nos mesmo se inclui fazer paraquedísmo sem cinto de castidade e também lutar wrestling com ursos pardos...

Aqui mostro uma foto tirada pelo namorado da época, o infâme Manuel João Viera vocalista da famigerada banda portuguesa, Ena pà 2000... Tenho dito, caralho!

segunda-feira, julho 11, 2005

Resultado de uma mente perturbada pelo cansaço e saturação laboral. Ao menos não são gases

- Boa tarde, é aqui o Tasca do Ti Zé?
- é sim senhor jovem.
Enquanto falava com o jovem, o Ti Zé ia oscilando de tomate em tomate para coçar.
- Ah, é que um amigo meu disse-me para vir ter com ele aqui, chama-se Carla.
- Claro claro! Grande rapaz que o Carla é! Conheço-o desde que ele era do meu tamanho.
Houve um momento de silêncio... o jovem quebrou-o.
- então olhe, quando ele chegar, aponte a minha mesa. Entretanto leve-me uns tremoços e um champagnezito. Pode ser um Chatêau Neuf du Pap de 68, se faz favor.
- Tremoços tudo bem, agora champagne está complicado. Só temos Cordon Rouge seco ou Pinot Noir.
- Então leve-me só os tremoços.
- Está feito!
O jovem sentou-se à espera do seu amigo. Imagens invadiram-lhe o cérebro, reminiscências do passado... ele e o Carla a andarem de bicicleta, a primeira menstruação do Carla... bons tempos. E assim ele passeou pelas memórias, enquanto comia uns tremoços de Mirandela (http://www.geocities.com/afatres/mirandela/tremocos.htm). Uma figura surgiu pela porta... aquelas curvas que ele conhecia, seios fartos e ancas estreitas. Uns lábios finos, cabelo como água a escorrer pelos ombros. O jovem levantou-se, deu um forte abraço ao seu amigo de infância, dando-lhe de seguida uma palmada no rabo e apalpou-lhe o peito.
- Ó migo Carla, estás com uns músculos! Já não te via há anos!
- Olha - disse Carla com um ar sério - temos que falar.
- Claro! Mas passa-se alguma coisa? Problemas com a velhota lá em casa?
Sentaram-se os dois em silêncio. Carla falou.
- Não sei como te hei-de explicar isto, por isso vou directa ao assunto. Eu sou uma mulher! E tu sabes disso! Há anos que tu e o Ti Zé fingem que eu sou um homem só para me apalparem e tocarem!
- Ó Carla, não sejas parvo! Olha-me este!
Carla levantou o top e exibiu-se.
- Eh lá! Isso está inflamado rapaz! Vê se vais ao médico!
Neste momento, entrou um homem sujo, t-shirt de alças, pêlo das costas a transbordar pelos buracos. Calças sujas de tinta, bigode farto a cobrir o lábio de cima
- Sô Zé, é uma fresquinha, se faz favor!
- Senhora Mário, tão bonita que está hoje. Fez alguma coisa à pele? Está tão macia e lisa - o Ti Zé passou a mão pela cara da Sra. Mário...
Entretanto, no outro lado da rua, no supermercado local, uma lagosta discutia com a pizza Marco Bellini quatro estações a existência da matéria enquanto ideia que partilha de uma série de conceitos, não algo igual em todas as realidades pessoais. O assunto ficou resolvido quando um dos douradinhos disse:
- se Camões fosse heterossexual, teria escrito As Damas, e não Os Lusíadas. Parece um pouco roto ou é só impressão minha?
Todos se calaram, à espera que a Sra. Nardinova, ucrâniana dona de um negócio de contrabando de tremoços da Mirandela, pegasse neles para cozinhar para a sua família de 39 na mesma casa.

quarta-feira, julho 06, 2005

"Sou a tua nova amiga, sou a Cátia Beijinhos"

Hoje vou optar por começar o meu devaneio da maneira como milhares de conversas se iniciam por todo o mundo (com as respectivas alterações linguísticas). "No outro dia", marquei encontro com o Oneiros para tomar um café e pôr a conversa em dia. Marcámos a hora e o sítio, e lá estávamos. Iniciámos as nossas longas discussões sobre a iniciação sexual dos babuínos e de que modo eles influenciam o Artigo 23º da Constituição. Entretanto, surge um mendigo no café. Chega ao pé de nós e eu, já estando preparado para um "não tenho", fiquei surpreso com a sua conversa. Começou por se apresentar, dizer que tem dificuldades, as coisas do costume. O homem não tinha assim um aspecto tão mau como podem estar a imaginar neste momento; penteado, barbeado, jeans, camisa... O Oneiros olhava para ele de modo atento, e eu olhava de modo atento para o Oneiros a pensar "porque raio está o Oneiros a olhar para ele de modo atento?". O homem olhou para mim de modo atento e disse "estou a olhar atentamente para ambos, importam-se que eu me sente?". Comecei a procurar uma desculpa o mais rapidamente possível, mas o Oneiros antecipou-se "sente-se Sr. Martins". Mais uma vez, eu estava a olhar atentamente para o Oneiros, enquanto ele olhava atentamente para o Sr. Martins.
- Nasci em 1970 em cima dos jornais de um quiosque. A minha mãe foi-se embora e lá me deixou em cima do Público, tendo eu sido adoptado pelo Sr. Martins, o gajo que estava no quiosque, a quem eu fui buscar o nome. À medida que crescia, desenvolvi uma paixão por Ballet, que nunca concretizei por ter uma perna mais curta do que aquela que é mais comprida, que por sua vez se alonga um pouco mais do que a que é mais curta.
Aqui ele fez uma pausa para olhar para nós; eu tinha-me afastado ligeiramente quando ele falou de ballet, e o Oneiros tinha-se aproximado dele, com uma lágrima a escorrer-lhe pelo rosto, comovido com a história das pernas. Prosseguiu...
- Cresci e tornei-me empregado de Bar num bordel, O "Cotovia Rimbombante". Comecei a ganhar gosto pelo ofício, e decidi fundar uma empresa minha, a "Sopranaflauta Lda." Rapidamente ganhei fortuna, ao descobrir uma mina de ouro: as paragens do autocarro. As senhoras que lá estão são ávidas adeptas de prostituição. Tudo correu bem durante 4 anos, até que fui a uma entrega de prémios de bordéis a nível nacional. Estavam lá representantes de todos os rivais, o "Passarinha e Filho Lda", a família "To- Matoso" e a pior, a minha rival, a "Bajanga da Tia Lda". Estava nervosíssimo quando chegou o final, o grande prémio: Melhor Bordel. Eu ganhei....
O Sr. Martins soluçou comovido, o Oneiros abraçou-se a ele num gesto de carinho e eu olhei para a chávena de café, a pensar profundamente em assuntos que me atormentavam: "se a melancia é vermelha por dentro, porque é que os morangos são vermelhos por dentro E por fora?".
Ele recuperou, puxou do seu lencinho para limpar o muco que jorrava das suas narinas, e continuou.
- mas quando subi ao palco, oh desgraça das desgraças! - o Oneiros interrompeu rapidamente
- Não! Não me diga que estava de braguilha aberta!
- Err... não...tipo...não - O Sr. Martins ficou a olhar atentamente para Oneiros, enquanto eu olhava atentamente para a chávena de café - o que aconteceu foi que, quando subi ao palco, todos se riram das minhas pernas! Todos a apontar e gozar! E eu ali, a sofrer! Chamavam-me coisas horríveis, como "Tu que tens uma perna mais comprida que a outra!" ou "Pernas diferentes!" ou pior, "Gajo que tem uma perna mais curta que a outra!". Chorei e gritei "Não se faz! Vós sois muito maus para mim!". Fugi... desisti daquela vida, fui morar para debaixo da ponte com um cão chamado Timóteo... e aqui estou.
O Oneiros lançou a sua cabeça na direcção das mãos, num pranto horrível. Rasgou as suas roupas, exibindo o seu peito peludo e a sua tatuagem da galinha. Cambaleante, fugiu para a rua onde berrou histericamente durante minutos a fio, até que o homem do café lhe pediu "Olhe, desculpe lá, podia parar com isso? É que não é lá muito bom para o negócio ter um gajo semi-nu em frente ao café aos berros", ao que ele respondeu "ya".
Eu sucumbi às lágrimas, quando notei que o meu diminuto cérebro não é suficiente para compreender as diferenças entre uma melancia e um morango. O Sr. Martins desvanesceu, deixando um papel em cima da mesa que tinha escrito "No Verão, a vizinha de cima parece um cogumelo com olhos". Mais tarde, descobri que o Sr. Martins se tinha suicidado com um corta-unhas. Tudo o que resta dele é o papel, para o qual eu olho atentamente todos os dias.